Uma edição de altos e baixos no ShowEast 2014

O ShowEast, conferência do mercado de cinema realizada todo fim de ano em Hollywood Beach, ao sul de Miami, terminou na última quinta-feira, dia 30 de novembro, com a sensação de ter sido a última, ou pelo menos com um forte gosto de “fim de feira”. Todo ano é assim, mas o evento acaba renascendo.

Dirigida a exibidores e parceiros da America Latina, ela apresenta novos equipamentos para a indústria – sejam eles de imagem, som ou tecnologias de operação de cinemas -, além de exibir material dos line-ups. Com a morosidade da digitalização na região, especialmente no Brasil, sobrou pouco espaço para negócios. Como vender equipamentos laser se o mercado ainda não tem nem o digital? A mesma equação vale para o som, para o 3D e outras novidades. Alguns exibidores estavam mais preocupados com o andamento da chegada dos navios com seus projetores, uns em trânsito, outros em destinos errados, ou esperando documentação, seja da Ancine, seja da Receita Federal.

Não interessa mais saber quem é o culpado, mas sim resolver a questão. Neste clima, ficou difícil ir às compras, principalmente quando a maioria já comprou. Comprou mas não chegou, comprou mas não foi liberado, está liberado mas não foi ainda instalado. Com isso, como fica o prazo final dado pelas majors para as instalações do digital para iniciar o processo de recebimento de VPF?

Trata-se de uma operação bastante complexa e angustiante para todos os setores. No meio disso tudo, uma boa noticia: o prazo para integração, que estava oficialmente marcado para se encerrar no dia 15 de dezembro de 2014, foi estendido para 31 de maio de 2015. Quem não conseguir cumprir essa exigência ficará, definitivamente, sem a amortização oferecida pelos estúdios de Hollywood, como combinado.

No mais, outra boa noticia: os materiais mostrados pelas majors animaram a todos. A única surpresa foi a não apresentação de line up pela Sony, fato inédito até hoje. Mas sua participação está confirmada no Show Búzios, no fim de novembro.

E que os exibidores não fiquem muito tempo “a ver navios”.