‘Madame Teia’, ‘Bob Marley’, ‘O menino e a garça’ e ‘Duna’: confira os principais lançamentos de fevereiro

Após um janeiro de lançamentos populares — especialmente de títulos brasileiros —, fevereiro vem em um ritmo mais lento em termos de estreias. O período concentra especialmente longas aclamados pela crítica e indicados ao Oscar.

Por outro lado, o circuito pode se beneficiar de dois eventos: os feriados de Carnaval e a Semana do Cinema, que ocorre entre 22 e 28 de fevereiro, com ingressos a R$ 12.

Confira abaixo a lista com as principais estreias programadas para este mês, e, ao fim do texto, o panorama completo com os lançamentos previstos até abril.

08/02 – A cor púrpura (Warner)

O musical A cor púrpura, que garantiu a Danielle Brooks uma vaga na categoria de melhor atriz coadjuvante no Oscar, chega aos cinemas brasileiros em 8 de fevereiro. A nova adaptação da obra literária homônima leva para as telonas temáticas raciais, feministas e LGBTQIAP+, podendo atrair um público especialmente interessado nessas questões. Além disso, as sessões do filme também devem receber os espectadores que estão fazendo maratona para conferir os indicados ao Oscar.

14/02 – Madame Teia (Sony)

O principal blockbuster de fevereiro chega ao circuito na Quarta-Feira de Cinzas, dia 14. Madame Teia é a primeira produção da Marvel a estrear em 2024, o que traz certa expectativa para os fãs do gênero. O trailer do longa já foi visto mais de 6,7 milhões de vezes no canal da Sony no Youtube, e a produção conta com um trunfo para aumentar o interesse do público: a presença de Dakota Johnson, intérprete da protagonista, no Brasil para divulgar o lançamento. Vale lembrar que a Sony trabalhou recentemente com esse tipo de campanha, trazendo Viola Davis para a divulgação de A mulher rei, que vendeu mais de 1 milhão de ingressos por aqui.

15/02 – Bob Marley – One love (Paramount)

No dia seguinte, a cinebiografia de um dos maiores nomes do reggae mundial faz sua estreia. Bob Marley – One love retrata momentos da vida pública e privada do cantor, celebrando sua música e ideais, e deve atrair os fãs do cantor e do gênero musical.

15/02 – Zona de interesse (Diamond)

Zona de interesse é um dos destaques entre os indicados ao Oscar. O filme britânico concorre não apenas à estatueta de melhor filme internacional, mas em outras quatro categorias, incluindo a de melhor filme. O longa foi o vencedor do Grand Prix em Cannes, e conta com aprovação de 93% no Rotten Tomatoes. O reconhecimento por parte da crítica especializada pode ser um forte atrativo para os cinéfilos.

22/02 – Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – To the Hashira Training (Sony)

Os fãs de anime poderão aproveitar a Semana do Cinema com Demon Slayer, que ganhará exibição de episódios nas telonas. O programa inclui ainda um episódio especial que abre a nova temporada da série animada. Os ingressos a preços promocionais podem motivar o público a priorizar a exibição nas telonas. Vale lembrar que Demon Slayer já teve dois títulos distribuídos no Brasil, que, juntos, venderam 230,3 mil ingressos.

22/02 – O jogo da morte (Paris)

Outro longa que pode se beneficiar da Semana do Cinema é O jogo da morte. O terror, um gênero que apenas cresce no Brasil, somado a ingressos mais baratos, pode resultar em um público surpreendente para um longa que não faz parte de uma franquia já conhecida pelo público.

22/02 – O menino e a garça (Sato Company)

O menino e a garça é outro filme da temporada de premiações que promete movimentar as salas de cinema. A animação é produzida pelo Studio Ghibli, que ganhou status cult nos últimos anos, com clássicos como O castelo animado, Ponyo e A viagem de Chihiro. O novo filme da produtora conta com uma aprovação de 97% no Rotten Tomatoes, vem conquistando marcas importantes nas bilheterias globais, e já garantiu o prêmio de melhor animação no Globo de Ouro. A repercussão positiva e os ingressos promocionais podem ajudar o longa a alcançar um público para além dos fãs de animação japonesa.

22/02 – Garra de ferro (California)

Com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, Garra de ferro poderia ter um alcance limitado no Brasil, considerando que a cinebiografia trata de personagens pouco conhecidos pelo público daqui. Mas dois principais fatores podem reverter esse cenário. Um deles é o time de protagonistas: Zac Efron, Jeremy Allen White (O urso) e Harris Dickinson (Triângulo da tristeza), que estão em alta em produções da TV e dos cinemas.

22/02 – Ferrari (Diamond)

Adam Driver, Penélope Cruz e Shailene Woodley encabeçam a cinebiografia de Enzo Ferrari, que também chega ao circuito durante a Semana do Cinema. Além do trio, o elenco conta com o brasileio Gabriel Leone, que também pode atrair os espectadores para as sessões de Ferrari. O filme tem apelo especial para um público maduro, mas também tem chances de ganhar o interesse dos fãs de automobilismo.

29/02 – Duna – Parte 2 (Warner)

No último dia de fevereiro, os cinemas recebem a aguardada sequência Duna – Parte 2. O lançamento será antecedido pela reexibição do primeiro filme, de 2021, a partir de 8 de fevereiro. A estratégia busca aquecer a marca e aumentar o interesse sobre o novo longa, que iniciou sua campanha ainda em 2023, durante a CCXP. Na ocasião, o evento recebeu o diretor Denis Villeneuve e o elenco principal, incluindo Zendaya e Timothée Chalamet, nomes que servem como especial atrativo para o público jovem. Lançado há um mês, o trailer da sequência já soma 5,2 milhões de visualizações no Youtube. 

Vale lembrar que o primeiro filme levou mais de 800 mil espectadores aos cinemas brasileiros.

29/02 – Todos nós desconhecidos (Disney)

Apontado como um dos esnobados pelo Oscar, Todos nós desconhecidos conquistou a simpatia do público e da crítica (96% no Rotten Tomatoes), e a repercussão positiva internacionalmente pode beneficiar o resultado do filme nas bilheterias brasileiras.

Uma edição de altos e baixos no ShowEast 2014

O ShowEast, conferência do mercado de cinema realizada todo fim de ano em Hollywood Beach, ao sul de Miami, terminou na última quinta-feira, dia 30 de novembro, com a sensação de ter sido a última, ou pelo menos com um forte gosto de “fim de feira”. Todo ano é assim, mas o evento acaba renascendo.

Dirigida a exibidores e parceiros da America Latina, ela apresenta novos equipamentos para a indústria – sejam eles de imagem, som ou tecnologias de operação de cinemas -, além de exibir material dos line-ups. Com a morosidade da digitalização na região, especialmente no Brasil, sobrou pouco espaço para negócios. Como vender equipamentos laser se o mercado ainda não tem nem o digital? A mesma equação vale para o som, para o 3D e outras novidades. Alguns exibidores estavam mais preocupados com o andamento da chegada dos navios com seus projetores, uns em trânsito, outros em destinos errados, ou esperando documentação, seja da Ancine, seja da Receita Federal.

Não interessa mais saber quem é o culpado, mas sim resolver a questão. Neste clima, ficou difícil ir às compras, principalmente quando a maioria já comprou. Comprou mas não chegou, comprou mas não foi liberado, está liberado mas não foi ainda instalado. Com isso, como fica o prazo final dado pelas majors para as instalações do digital para iniciar o processo de recebimento de VPF?

Trata-se de uma operação bastante complexa e angustiante para todos os setores. No meio disso tudo, uma boa noticia: o prazo para integração, que estava oficialmente marcado para se encerrar no dia 15 de dezembro de 2014, foi estendido para 31 de maio de 2015. Quem não conseguir cumprir essa exigência ficará, definitivamente, sem a amortização oferecida pelos estúdios de Hollywood, como combinado.

No mais, outra boa noticia: os materiais mostrados pelas majors animaram a todos. A única surpresa foi a não apresentação de line up pela Sony, fato inédito até hoje. Mas sua participação está confirmada no Show Búzios, no fim de novembro.

E que os exibidores não fiquem muito tempo “a ver navios”.

Outubro: terceiro mês de crescimento contínuo

O mercado de cinema encerrou outubro com crescimento de público e renda em relação ao mesmo período de 2013. Foi o terceiro mês seguido com balanço favorável. No acumulado, a arrecadação ficou em R$ 142,8 milhões, 16,4% a mais que o outubro anterior, e 12,3 milhões de espectadores, um crescimento de 12,6%.

Em um ano atípico, com mudanças de calendário em função da Copa, julho foi o mês que mais sofreu com o mundial, com reflexos ainda em agosto. A partir de setembro, o mercado mostrou recuperação. Desde então, outubro foi o mês com maior alta de público em relação a 2013.

O mês foi do fenômeno do terror Annabelle (Warner), em certa medida surpreendente para o mercado, com seus R$ 31 milhões nas bilheterias, arrecadação esta que não contou com o 3D. No segundo lugar do top 5, ficou o único nacional da lista, O candidato honesto (Downtown/Paris), com R$ 21 milhões e quase dois milhões de espectadores. Nas outras posições, estão três filmes da segunda quinzena: Drácula – A história nunca contada (Universal), a animação Festa no céu (Fox) e Maze Runner (Fox).

Alta de renda do ano, até agora, está em 11%

Contrariando as previsões pessimistas, 2014 continua, até agora, na curva ascendente dos últimos anos. Até outubro, o crescimento de público foi sutil, de 3,1% (no total, foram 131,8 milhões de bilhetes), mas a alta de renda foi maior, de 11,1% (no acumulado, R$ 1,6 bilhão até agora). Houve também uma elevação do preço do ingresso, de 7,8%.

Se a notícia foi boa para o mercado como um todo, não foi tão positiva para a produção nacional. Com uma cartela de filmes sem títulos de peso e com outros arrecadando aquém das previsões, como Não pare na pista (Sony) e Vestido pra casar (Imagem), 2014 teve quedas acentuadas de público (-28,1%) e renda (-21,5%) dos produtos brasileiros. A participação de mercado já caiu dos 17,8% de 2013 para 12,4%. E restam poucos cartuchos para queimar em novembro e dezembro.

Os estrangeiros, por consequência, puxaram a alta do ano, com arrecadação e público acima dos parâmetros de 2013, em 17,4% e 9,8%, respectivamente. Tem sido um ano mais concentrado, com 8,5% a mais de espectadores nas salas dos dez maiores filmes.

Chama atenção também nos números do ano a quantidade de salas 3D, que cruzou o patamar das mil, num crescimento de 27,6%. O número demonstra a arrancada da digitalização no país no último ano. O parque como um todo não cresceu tanto, com 3,3% salas a mais – eram, até o fim de outubro, 2.779.

Drácula já é o maior sucesso da Universal este ano

Como pode ocorrer sempre que os resultados de bilheteria de dois ou mais filmes são muito próximos, os números consolidados do fim de semana provocaram mudanças de posição no top 10 divulgado ontem pelo Filme B – sendo a mais significativa a volta de Drácula: A história nunca contada (Universal) ao primeiro posto, que vem ocupando desde o lançamento, em 23 de outubro. Apesar de Interestelar (Warner) ter reforço de renda das salas IMAX – por menos numerosas que sejam –, o cômputo final deixou a conta do vampiro apenas R$ 66 mil à frente do primeiro fim de semana da ficção científica (R$ 4,66 milhões contra R$ 4,60 milhões). No que se refere a público, quesito em que a estimativa já punha Drácula à frente, a diferença foi mais acentuada: 355 mil espectadores contra 304 mil.

Com o acumulado em R$ 23,4 milhões e praticamente dois milhões de espectadores, Drácula tornou-se o maior sucesso da Universal no Brasil este ano. Até aqui, o posto pertencia a Lucy, lançado no fim de agosto, ainda em cartaz em circuito residual e cuja conta vai estacionando em R$ 21,7 milhões. Já o vampiro está longe de encerrar carreira, num resultado que veio em boa hora para a Universal, uma das duas majors sem nenhum filme no top 10 do ano. A outra é a Warner, que também teve que esperar pelo segundo semestre para conhecer seu maior sucesso de 2014: em terceiro no fim de semana, com R$ 2,8 milhões, a boneca Annabelle tem renda acumulada em R$ 38,3 milhões e deve superar em no máximo uma semana os R$ 40,5 milhões de 300: A ascensão do império, lançamento de março – no último fim de semana de três dias – que encabeçava a fatura do estúdio no ano desde então.

Também beneficiada pelos números consolidados, a comédia Made in China (H2O), com direção de Estevão Ciavatta e Regina Casé à frente do elenco, subiu um posto no ranking do fim de semana, tirando o quinto lugar da animação A mansão mágica (Imagem). Primeira grande aposta nacional da nova fase da distribuidora, o filme teve renda de R$ 1,6 milhão e público de 129,2 mil, abaixo do segundo fim de semana de Tim Maia (Downtown/Paris), que fez R$ 2,2 milhões e foi visto por 154,8 mil pessoas.

Com mais três lançamentos marcando presença no top 20November Man: Um espião nunca morre (PlayArte) em décimo, Mil vezes boa noite (Europa/Mares) em 16º e Uma viagem extraordinária (Califórnia) em 18º –, é do segundo fim de semana de Boyhood: Da infância à juventude (Universal) o lugar de destaque entre os títulos de menor porte. O filme ainda detém a maior média por sala (845, lembrando que, semana passada, ela era superior a mil) e agora, já em sustentação, é também a menor queda do período, de apenas 17%. Em 11 dias, o seu público acumulado já se aproxima de 30 mil espectadores, em apenas 13 salas.

De ‘Uma fada veio me visitar’ a novo ‘Jogos mortais’: conheça os lançamentos agendados para 2023

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‘Tartarugas Ninja’ e ‘O porteiro’ são os maiores lançamentos da semana

A primeira cine-semana de setembro recebe 11 novidades no circuito nesta quinta-feira, 31, entre filmes para toda a família, dramas de prestígio, comédias nacionais, documentários e até uma série de televisão. A principal atração é As Tartarugas Ninja – Caos mutante (Paramount), em 696 cinemas e 1.148 salas.

A animação estreia numa data favorável, sem disputar a atenção da criançada com outros longas infantis. O novo capítulo da franquia foca na adolescência dos heróis mutantes, que tentam conquistar a admiração dos moradores de Nova York.

Com roteiro e produção de Seth Rogen, Caos mutante já arrecadou quase US$ 140 milhões em todo o mundo, e, nas sessões de pré-estreia aqui no Brasil, vendeu 40 mil ingressos em apenas dois dias, indicando um início promissor para o lançamento oficial amanhã. No Rotten Tomatoes, a aprovação é superior a 90% tanto em crítica quanto em público, que destacaram o humor inteligente do roteiro.

Comédias e drama nacionais

O porteiro (Imagem) chega em 436 cinemas e 523 salas com o potencial de reerguer a participação do cinema nacional no mercado. Baseado na peça de mesmo nome, o longa de Paulo Fontenelle e estrelado por Maurício Manfrini e Cacau Protásio acompanha um porteiro que precisa provar à polícia não ser o autor de um roubo ocorrido no prédio em que trabalha.

Outra comédia nacional entra na programação amanhã. Em TPM! Meu amor (Galeria), que ganha exibição em 17 cinemas, as terríveis crises de TPM da enfermeira Monique pioram quando ela perde uma promoção no trabalho e se sente intimidada por seu chefe abusivo. Sem nenhum filtro, ela decide cuidar de si mesma e fazer justiça com as próprias mãos. 

Dirigido por André Pellenz, responsável pelo maior sucesso nacional de 2023 até agora (Os Aventureiros), o drama Fluxo (Pipa) é um projeto bem diferente na filmografia do cineasta. Rodado durante a pandemia, o longa, em exibição em dez salas e cinemas, acompanha um casal em crise, obrigado a conviver durante a crise da Covid-19. Silvero Pereira, Bruna Guerin e Gabriel Godoy estão no elenco.

Filmes de terror

Reforçando a presença do gênero de terror nas telas, Toc toc toc – Ecos do além (Paris) abre em 328 salas e 288 cinemas com a história de um menino de 8 anos atormentado por um misterioso e constante barulho que vem de dentro da parede de seu quarto, um toque que seus pais abusivos insistem estar apenas em sua imaginação. O filme compete diretamente com Fale comigo, que, com mais de meio milhão de ingressos vendidos, vem apresentando boa sustentação na programação.

Num circuito menor (45 salas), o terror colombiano Presos na floresta – Fuja se for capaz (PlayArte) traz a assustadora história de um casal que, em viagem à floresta tropical da Colômbia, luta pela sobrevivência após ficar preso num poço de areia movediça.

Dramas de prestígio

Dois dramas de prestígio — aqueles que costumam se destacar na temporada de premiações — estreiam amanhã. Golda – A mulher de uma nação (Diamond) traz a 134 telas de 124 cinemas a história de Golda Meir (interpretada por Helen Mirren), a primeira mulher primeira-ministra de Israel, que precisou tomar decisões críticas durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973.

Laureado com o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, o italiano As 8 montanhas (Imovision) conta, em 18 salas, a história de uma complexa amizade entre dois homens. Ambientada nos alpes italianos ao longo de quatro décadas, a trama conta com 90% de aprovação entre os críticos e 98% entre o público no Rotten Tomatoes.

Documentários

Em 12 complexos, o documentário nacional Para onde voam as feiticeiras (Descoloniza Filmes), de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, aborda preconceitos de gênero e raça a partir da experiência de sete artistas que se apresentam nas ruas do Centro de São Paulo.

Em 19 telas, Ithaka – A luta de Assange (Pandora) atualiza a situação do ativista australiano, hoje preso preventivamente no Reino Unido. O documentário acompanha a tentativa de Julian Assange de apelar uma ordem de extradição para os EUA, onde pode enfrentar 175 anos de prisão por seu papel na liberação de arquivos diplomáticos dos EUA.

Série de TV

A série The chosen – Os escolhidos terá os dois primeiros episódios da terceira temporada exibidos com exclusividade na rede Cinemark em todo o país. A atração, sobre a história de Jesus e seus discípulos, foi financiada por meio de vaquinha virtual, e acabou virando um grande sucesso no aplicativo homônimo, onde é exibida gratuitamente, além de estar disponível na Amazon, Netflix, Globoplay e Apple TV+. Recentemente, o diretor Dallas Jenkins veio ao Brasil divulgar a nova temporada, com direito a sessões lotadas.

Após reestruturação, 2023 será ano de “construção”, diz Warner Discovery

Os serviços de streaming da Warner Bros. Discovery (WBD) atingiram 96,1 milhões de assinantes globais no último trimestre de 2022, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira, 22. No trimestre anterior, a base de clientes era de 94,9 milhões, ou seja, houve um pequeno aumento de 1,2%.

Assim como outras grandes plataformas, como Disney+ e Paramount+, o setor de streaming da WBD também registrou perdas — de US$ 217 milhões, para ser mais exato. Mas o prejuízo foi bem mais suave que no trimestre anterior, quando as perdas foram de US$ 600 milhões. O resultado, no fim, superou as expectativas de Wall Street. A receita atual na área de streaming é de US$ 2,5 bilhões.

Com fusão concluída, empresa vê futuro otimista

O conglomerado, no geral, teve ganhos de US$ 11 bilhões e perdas de US$ 2,1 bilhões — uma consequência das reestruturações internas provocadas pela fusão entre Warner e Discovery. Com a aquisição praticamente consolidada, a expectativa é que o próximo balanço trimestral tenha resultados muito melhores. O foco da empresa, segundo o relatório de ontem, é transformar o streaming em um negócio lucrativo e, ao mesmo tempo, manter as áreas de TV e cinema estáveis.

“Se 2022 foi um ano de reestruturação, 2023 será um ano de construção”, disse o CEO da WBD, David Zaslav.

Publicidade cai na TV linear e cresce no streaming

Outro fator que conteve os ganhos do conglomerado foi a redução de publicidade em seus canais lineares, já que muitos anunciantes migraram para empresas que transmitiram os campeonatos da NFL e da Copa do Mundo. Mesmo assim, o setor de TV linear da WBD registrou um lucro de US$ 2,5 bilhões no período, alçando a sua receita para US$ 5,5 bilhões.

No segmento de streaming, por outro lado, as receitas geradas por publicidade cresceram 76% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, graças ao novo modelo de assinatura com anúncios.

Detalhes de novo streaming serão revelados em abril

Um dos grandes pontos de interrogação é o futuro da HBO Max após a fusão entre Warner e Discovery. David Zaslav afirmou que vai revelar detalhes da nova “superplataforma” de streaming — que vai incluir conteúdo de ambas as empresas — num evento marcado para 12 de abril, mas garantiu que a Discovery+ vai continuar funcionando como um serviço independente.

No segmento de estúdios de cinema, o relatório reportou receita de US$ 3,8 bilhões e lucro de US$ 768 milhões.

Pathé entra na era dos blockbusters na França

A Pathé, uma das principais produtoras e redes de exibição da França, fechou um acordo que pode dar um novo e importante rumo ao setor do país.

A empresa assinou um contrato de coprodução e cofinanciamento com a Logical Pictures para atrair investidores privados. A parceria pretende dar continuidade ao momento de prestígio que a Pathé atravessa atualmente, com o lançamento previsto, para este ano, de dois blockbusters: Asterix & Obelix – The Middle Kingdom e Os Três Mosqueteiros — este último dividido em duas partes, D’Artagnan e Milady.

Estes filmes têm um orçamento de US$ 70 milhões, cerca de sete vezes mais que uma produção média francesa. Os Três Mosqueteiros, inclusive, é uma das grandes apostas da Paris no Brasil em 2023.

Com o acordo, a Logical Content vai ajudar a financiar os longas produzidos ou adquiridos pela Pathé por pelo menos três anos.

O presidente da Pathé, Ardavan Safaee, disse à Variety ter a intenção de lançar dois ou três blockbusters por ano, além de títulos para festivais internacionais. O executivo quer implantar um novo modelo de negócios na era pós-pandêmica, em que os cinemas franceses estão ocupados, majoritariamente, por produções hollywoodianas.

“A Pathé está em uma posição única porque tem a possibilidade de produzir blockbusters com capacidade de entrar na cultura pop e também distribuí-los em larga escala”, disse Frédéric Fiore, presidente da Logical Pictures, acrescentando que o acordo é semelhante a outros já praticados nos EUA, como a parceria entre Warner e Village Roadshow, que, juntas, produziram o sucesso Coringa.

Disney mostra line-up amplo e garante investimento histórico em ‘Avatar 2’

Somando todas as marcas sob o guarda-chuva da Disney — entre elas Pixar, Star Wars, Marvel e 20th Century —, a empresa tem uma cartela grandiosa de lançamentos garantida até 2024. Nesta quarta-feira, 21, na Expocine, a major destacou ao mercado pelo menos sete títulos nacionais e 15 blockbusters de Hollywood esperadíssimos.

“Nunca tivemos um portfólio tão rico”, afirmou a diretora de marketing Roberta Fraissat.

Antes de pensarmos no futuro, o mercado recebe, ainda este ano, a animação Mundo estranho, em 17 de novembro, dirigida por Don Hall, vencedor do Oscar por Operação Big Hero — além de duas sequências cercadas de uma expectativa rara de ser vista no imaginário da cultura pop: Pantera Negra – Wakanda para sempre (10 de novembro) e Avatar – O caminho da água (15 de dezembro).

Os longas originais venderam no Brasil 7,4 milhões e 9,1 milhões de ingressos, respectivamente. Por isso, a aposta nas continuações é gigante.

Segundo a distribuidora, Avatar 2 será exibido em 559 salas Imax e/ou 3D, sem contar, claro, as tradicionais.

“A campanha é o maior investimento de nossa história”, disse Roberta, acrescentando que a empresa está “pronta para reacender o momento cultural” visto em 2009.

2023 e 2024 de agenda cheia

Em 2023 (e além), nas mãos da Lucasfilm, chega Indiana Jones 5. Das animações da Disney Animation, vem Wish. Da Pixar, Elementos e Divertida Mente 2. Entre os live action, Mufasa – O rei leão, A pequena sereia e Branca de Neve. Já a Marvel traz Homem-Formiga e a Vespa – Quantumania, Guardiões da Galáxia 3 e As Marvels. Veja as datas completas no Calendário de Estreias da Filme B.

No caso de A pequena sereia, previsto para 25 de maio de 2023, a Disney destacou a repercussão enorme obtida pela divulgação do primeiro teaser trailer. No live action, a personagem é interpretada por uma atriz negra (Halle Bailey), e na internet viralizaram diversos vídeos em que meninas ao redor do mundo se emocionavam ao ver na tela alguém parecida com elas: “É igual a mim”, diz uma (veja os vídeos aqui).

Por fim, o leque de longas nacionais inclui Abestalhados 2, Fervo, La situación, Avassaladoras 2, Nosso lar 2, Perdida e Não tem volta.

 

EUA: Netflix vai lançar 22 filmes nos cinemas até o fim do ano

A Netflix anunciou ontem que lançará nos cinemas, durante o outono estadunidense (fim de setembro a fim de dezembro), 22 filmes. Numa época em que há uma seca nas telonas, a novidade é bem-vinda. Resta saber quantos serão lançados apenas para qualificar para o Oscar.

Uma coisa é certa: dentre eles, está a maior janela de um filme já lançado pela plataforma nos cinemas. Bardo — Falsa crônica de algumas verdades, de Alejandro Iñarrítu, terá inéditos 42 dias de intervalo entre sua chegada aos cinemas norte-americanos (4 de novembro) e sua exibição nas telinhas dos lares de todo o mundo (16 de dezembro). O longa estreia uma semana antes no México (dia 27 de novembro). Antes disso, terá sua estreia mundial no Festival de Veneza.

Ruído branco, de Noah Baumbach, adaptado do livro homônimo de 1985 de Don DeLillo, terá 35 dias de janela, chegando à Netflix dia 30 de dezembro. É o primeiro filme do diretor que não vem de um roteiro original seu. 

Alguns outros têm lançamento nos cinemas confirmados, mas ainda sem data definida. É o caso de Glass Onion – Entre facas e segredos, continuação do longa quase homônimo de 2019 (chega à Netflix dia 23 de dezembro); o stop-motion Pinóquio, de Guillermo del Toro (chega à Netflix dia 9 de dezembro); e o longa que abriu o Festival de Toronto, The swimmers, drama sobre refugiados dirigido por Sally El Hosaini (chega à Netflix dia 23 de novembro). Este último entra na lista dos potenciais candidatos à temporada de premiações.

Blonde, inspirado no livro que mistura fatos e ficção da vida de Marilyn Monroe, chega aos cinemas dia 16 de setembro e, 12 dias depois, à plataforma; All quiet on the western front, escolha da Alemanha para disputar uma vaga ao Oscar, estreia nos cinemas do país e em outros mercados selecionados no dia 29 de setembro, chegando um mês depois ao streaming. O longa é inspirado no livro homônimo de 1929, que inspirou também o filme de mesmo nome que ganhou de cinco Oscars em 1931, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção.

Há ainda diversos outros títulos, e a pergunta que fica é: a Netflix vai entrar na exibição física pra valer, ou apenas para qualificar seus filmes para disputar premiações? O tempo e os resultados financeiros dirão.