Boca a boca faz ‘Todos menos você’ crescer 45% e liderar bilheterias no Brasil
Chamamos atenção nos últimos dias para a ótima sustentação de Todos menos você (Sony). A comédia romântica estreou, na quinta-feira da semana passada, em quinto lugar do ranking, e fechou o fim de semana na vice-liderança.
Depois, nos dias úteis, manteve números semelhantes. E, agora, veio a cereja no bolo: o longa com Sydney Sweeney e Glen Powell passou a liderar as bilheterias nesta quinta-feira, 1º de fevereiro.
Segundo dados estimados do Filme B Box Office Brasil, foram 42,5 mil ingressos vendidos e R$ 837,4 mil arrecadados ontem — um crescimento de 45% em relação à quinta-feira anterior, quando foi feriado em São Paulo, o que torna o aumento ainda mais impressionante. O boca a boca e a repercussão nas redes sociais estão funcionando.
Todos menos você tem um acumulado de 331,4 mil em público (R$ 6,6 milhões em renda).
Nosso Lar 2 (Disney) ficou em segundo lugar no primeiro dia da nova cine-semana, mas quase empatado, com 41,5 mil ingressos vendidos (R$ 803,1 mil), em uma queda expressiva de 75%. O longa espírita já passou 800 mil em público.
Falando em marcas importantes, Minha irmã e eu (Dt/Paris) já foi visto por 1,9 milhão de pessoas, e deve chegar a 2 milhões neste fim de semana.
Pobres criaturas (Disney) abriu em terceiro lugar, com 17,9 mil ingressos (R$ 389,4). É um bom início para um filme de prestígio, e um sinal de que as 11 indicações ao Oscar animaram os espectadores a irem aos cinemas.
A demanda pelos filmes em cartaz pode mudar ao longo do fim de semana, e a Filme B vai trazer os números completos no Boletim de segunda-feira.
Bilheteria descentralizada marca janeiro, e cinema brasileiro tem 32% de market share
O primeiro mês de 2024 foi marcado por uma bilheteria diluída entre diversos títulos em cartaz — ao contrário de janeiro do ano passado, quando os números se concentraram em dois blockbusters (Avatar 2 e Gato de Botas 2).
Dados do Filme B Box Office Brasil mostram que, de 1º a 31 de janeiro, os cinemas brasileiros venderam 10.504.226 ingressos (leve queda de 1,0% em comparação a janeiro de 2023), gerando R$ 205.042.324 (-3%).
Aquaman 2 (Warner), Minha irmã e eu (Dt/Paris), Wish (Disney) e Patos! (Universal) dividiram esses números de maneira equilibrada — todos venderam mais de 1 milhão de ingressos no mês. É um reflexo de um circuito mais diversificado, com filmes para todos os públicos.
Outro dado que reforça a tendência de descentralização é o market share dos dez filmes mais populares. Esse grupo teve uma fatia de mercado de 89%, uma redução de dez pontos percentuais em comparação com janeiro do ano passado.
Desta vez, o cinema brasileiro teve peso fundamental para o aquecimento do mercado, registrando um ótimo market share de 32,8% em público (3,4 milhões) e 32,2% em renda (R$ 66 milhões), contra apenas 1% em 2023. Nosso Lar 2 (Disney) emplacou um lugar no top 5, mesmo estreando no apagar de luzes do mês.
Em contrapartida, o público dos filmes estrangeiros caiu 32,7%, e a renda, 33,5%.
Entre as exibidoras, Cinemark foi novamente a líder absoluta em janeiro, com um market share de 26,75% em renda e 23,68% em público — resultado parecido com o mesmo mês do ano passado (26,00%/22,27%). A rede é seguida pela Cinépolis, com um market share de 13,34% em renda e 11,58% em público, e pela Kinoplex (9,49%/9,51%). Esta, vale destacar, teve uma variação positiva de um ponto percentual em relação a 2023 (8,46%/8,12%). Em comparação com o desempenho de janeiro de 2023, a Kinoplex apresentou um crescimento de 15,9% em público e 8,8% em renda. Cinemark se manteve estável em renda bruta e cresceu 5,3% em público.
Filmes brasileiros foram responsáveis por metade do público semanal nos cinemas
A cine-semana de 25 a 31 de janeiro foi de recorde para o audiovisual brasileiro nas telonas. Juntos, os filmes nacionais em cartaz foram responsáveis pela metade do público registrado no período, totalizando 1,2 milhão de espectadores. Esse é o mais alto número de ingressos vendidos semanalmente por produções brasileiras desde a cine-semana de 16 a 22 de janeiro de 2020, quando Minha mãe é uma peça 3 (Dt/Paris) levou sozinho 1,4 milhão de pessoas aos cinemas.
Desta vez, o total de ingressos vendidos foi atingido graças ao impulso dado por Nosso Lar 2 – Os mensageiros (Disney), que teve a melhor semana de abertura de um filme brasileiro desde MMP3. De acordo com informações do Filme B Box Office Brasil, o filme espírita foi visto por 771,2 mil pessoas nos últimos sete dias, gerando R$ 15,4 milhões.
Além de Nosso Lar 2, outros dois títulos tiveram forte contribuição para o alcance dos 1,2 milhão de ingressos vendidos: Minha irmã e eu (Dt/Paris), visto por 235,7 mil pessoas (R$ 4,6 milhões), e Príncipe Lu e a lenda do dragão (H2O), que recebeu 108,5 mil espectadores (R$ 2 milhões) em sua primeira semana de exibição.
O desempenho desses três filmes mostra um mercado aquecido. Para se ter ideia, em sua quinta semana, a comédia com Ingrid Guimarães e Tatá Werneck segue com ótima sustentação, com retrações na casa dos 25%. O longa com Luccas Neto teve um bom desempenho, considerando que o circuito conta com outras duas ofertas infantis de forte apelo: Wish – O poder dos desejos (Disney) e Patos! (Universal).
As duas animações, inclusive, também tiveram ótimas sustentações — entre -27% e -30% —, reforçando o cenário de um mercado aquecido não só para produções brasileiras.
Todos menos você equilibra resultados nos dias úteis
Todos menos você (Sony) abriu na vice-liderança, atraindo R$ 5,8 milhões com a venda de 287,6 mil ingressos. A comédia romântica chama atenção por ter o maior equilíbrio do top 20 entre os resultados do fim de semana e dos dias úteis, o que sugere o efeito de um boca a boca positivo.
Dentro do top 5, vale notar ainda a força de Aquaman 2 – O reino perdido (Warner), que, em sua sétima semana de exibição, ainda arrecadou R$ 4,6 milhões (-29,9%) e levou mais de 230 mil espectadores (-30,3%) aos complexos.
No total, os cinemas brasileiros registraram R$ 48,9 milhões arrecadados e 2,4 milhões de ingressos vendidos. O resultado representa um crescimento de 29,2% em renda e 27,2% em público. O ritmo de crescimento pode continuar na próxima cine-semana, com novidades que incluem Argylle – O superespião (Universal), O mal que nos habita (Paris), Pobres criaturas (Disney) e Gato Galáctico (Synapse).
Diretor e produtora antecipam detalhes de ‘Estômago 2’: “será uma refeição completa”
Quando o primeiro teaser de Estômago 2 – O poderoso chef (Dt/Paris) foi divulgado, no mês passado, o filme se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais — um reflexo de como o longa original, de 2008, tornou-se uma obra cultuada pelos brasileiros ao longo desses 16 anos.
O diretor Marcos Jorge e a produtora Cláudia da Natividade se preparam para lançar a esperada sequência, prevista para 18 de abril, com ambições ainda maiores — o orçamento da produção é estimado em R$ 9,5 milhões — e num momento em que o cinema brasileiro resgata ótimos números.
Marcos e Cláudia são fundadores da Zencrane Filmes, que, desde 2000, construiu um portfólio de longas como Abestalhados 2, Mundo cão, Corpos celestes, O ateliê de Luzia, Infinitamente maio, O encontro e, claro, Estômago.
Em entrevista à Filme B, a dupla conta por que a expectativa para a continuação é alta: “É um filme de comida, de máfia, de comédia e de drama, com muitos sabores, um jantar completo”, diz Marcos, que também é curador do Cine Passeio, em Curitiba. Ele dá detalhes ainda sobre seu próximo projeto, Doutor Monstro, que considera o primeiro filme de tribunal feito no Brasil.
Como surgiu a ideia de fazer Estômago 2?
Cláudia: Na verdade, nasceu por clamor popular. O primeiro filme foi muito mais bem recebido do que imaginávamos. Lembro de ter sido o principal assunto no Festival do Rio. Chegou a 26 países e abriu vários festivais. Sempre nos perguntavam se ia ter uma continuação.
Marcos Jorge: Mas tínhamos que fazer algo diferente. O primeiro tinha uma coprodução minoritária da Itália, e agora o país está em pé de igualdade. A trama é ambientada lá e no Brasil, meio a meio, metade dos diálogos é em italiano. A história é totalmente diferente, mas traz de volta os temas de poder e comida, numa outra dimensão, falando de facções criminosas.
Como foi a logística de filmar na Itália?
Cláudia: A equipe italiana já estava montada e completa, então poucas pessoas precisaram viajar para lá. Assisti a uma versão hoje, e é muito interessante como o filme expressa muito bem as duas culturas. Rodamos quatro semanas no Brasil e três na Itália, onde será lançado no segundo semestre deste ano. Uma coprodução significa que o longa tem dois RGs, duas nacionalidades, e isso ajuda outros países europeus a acessaram os fundos de distribuição para o lançamento no continente.
O fato de o cinema brasileiro estar registrando bons números aumenta a expectativa para Estômago 2?
Cláudia: É bom o filme sair agora. O pós-pandemia afetou o desempenho de Abestalhado 2, porque havia poucas pessoas dispostas a voltar às salas. Já o lançamento de Estômago 2 foi planejado cuidadosamente. Eu acho que 2024 será o ano do cinema brasileiro. Temos boas produções, e as pessoas gostam de se ver nas telas.
Marcos Jorge: O Cine Passeio tem duas salas de 90 assentos, e dois dos maiores campeões de lotação foram nacionais: Bacurau e Vida invisível. Por isso, acredito muito no cinema brasileiro. O público que quer ver os filmes do Oscar também gosta do cinema nacional de qualidade. Estômago 2 é uma tentativa de fazer cinema popular com qualidade. Acho que pode fazer uma carreira legal, porque acreditamos no boca a boca.
A Zencrane está trabalhando em dois projetos importantes, Doutor Monstro e A arte do roubo. O que pode falar sobre eles?
Marcos Jorge: Estamos na etapa de montagem. É um true crime baseado na história do médico Farah Jorge Farah, que esquartejou uma paciente em São Paulo. Pode ser o primeiro filme brasileiro de tribunal, que é onde se concentra a trama. O julgamento deste caso foi super midiático, e lá, questões como preconceito e misoginia, ficaram escancaradas. Taís Araújo interpreta a promotora que tentar botar Farah na cadeia. Me baseei em pesquisas na imprensa e nos autos do caso. Estou muito orgulhoso.
Cláudia: Filmamos no Tribunal do Júri de Curitiba, o maior tribunal do júri do Brasil, que foi totalmente cedido para a gente. E nenhum funcionário parou de trabalhar, continuavam fazendo audiências em outras salas. Vários deles, inclusive, acompanharam as filmagens. Já A arte do roubo está em fase de captação. É um projeto encomendado pela Disney depois que eles viram e se impressionarem com os efeitos especiais de Abestalhados 2, que ficaram muito bem feitos mesmo com pouco dinheiro. É um heist movie, e será uma superprodução. Haverá roubo em museu, em banco, e até explosão na Paulista.
‘Argylle’, ‘O mal que nos habita’, ‘Pobres criaturas’ e ‘Gato Galáctico’ são destaques entre lançamentos
Após um fim de semana de crescimento nas bilheterias, seis novos longas chegam aos cinemas brasileiros a partir desta quinta-feira, 1º, para reforçar a oferta de títulos.
Argylle – O superespião (Universal) é um deles. O longa de ação ainda não teve circuito divulgado, mas espera-se um alcance amplo por ser a mais nova grande aposta de Hollywood. No elenco, estão nomes como Henry Cavill (o Superman do DCEU), Sam Rockwell (Três anúncios para um crime), Ariana DeBose (Amor, sublime amor) e a cantora Dua Lipa.
A direção é de Matthew Vaughn, responsável por toda a franquia Kingsman, que levou mais de 2,1 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros.
No filme, uma autora de best-sellers de espionagem vê suas histórias se tornando realidade e espelhando as ações de uma organização secreta. Ela, então, decide se aventurar pelo mundo para ficar um passo à frente de assassinos.
O longa foi tema de reportagem do Fantástico no último domingo, o que ajuda na divulgação. A expectativa para a abertura internacional é de US$ 20 milhões a US$ 30 milhões nos EUA.
Terror com alta aprovação no RT estreia
Coprodução Argentina-EUA, O mal que nos habita (Paris) leva para 315 cinemas e 350 salas a história de dois irmãos que encontram um homem possuído por um demônio. Eles tentam se livrar da ameaça, mas acabam liberando o mal.
O longa vem chamando atenção dos fãs de terror após garantir a taxa de aprovação mais alta do gênero no Rotten Tomatoes (97%) em 2023.
Pobres criaturas chega a mais de 220 salas
Indicado a 11 Oscars, Pobres criaturas (Disney) também ganhou matéria no Fantástico deste domingo, o que pode ampliar o seu alcance para além do público cinéfilo. Entre os indicados à premiação lançados em 2024, este é o filme de circuito de abertura mais amplo: 216 cinemas e 220 salas.
Emma Stone (La la Land), indicada a melhor atriz, dá vida a Bella Baxter, uma jovem que, após ser trazida de volta à vida pelo cientista Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe), foge ao lado de um advogado (Mark Ruffalo) em busca de conhecimento, igualdade e libertação.
Novidades infantis também chegam ao circuito
Entre as estreias, há também duas produções voltadas para o público infantil. A primeira delas é Gato Galáctico e o feitiço do tempo (Synapse), que chega a 209 cinemas e 226 salas com a história de um jovem que, graças a um relógio mágico, viaja para um vilarejo onde crianças estão desaparecendo.
A trama é protagonizada pelo youtuber Gato Galáctico, que esteve em todas as sessões de pré-estreia (5,9 mil ingressos) para apresentar o filme. O criador de conteúdo conta com mais de 17 milhões de inscritos apenas no Youtube, e vai disputar a atenção das crianças com outro influenciador: Luccas Neto, em cartaz com PríncipeLu e a lenda do dragão (H2O).
No domingo, 4, os cinemas recebem também Peppa Pig – Festa no cinema (Trafalgar), evento de comemoração aos 20 anos da personagem, com episódios inéditos, músicas e curtas interativos.
Ainda sem circuito divulgado, o chileno Os colonos (O2 Play/Mubi) também estreia. O longa acompanha a expedição de três cavaleiros, incluindo um homem mestiço que descobre que a verdadeira missão é remover de forma assassina a população indígena de uma região.
Segunda maior abertura de um filme espírita, ‘Nosso Lar 2’ faz bilheteria crescer 41%
As bilheterias brasileiras cresceram 41,1% em renda (R$ 35,7 milhões) e 40,9% em público (1,6 milhão) no fim de semana, de acordo com dados consolidados do Filme B Box Office Brasil. Além da boa notícia sobre o aumento no movimento dos cinemas, foi um filme brasileiro que motivou essa onda crescente. Nosso Lar 2 – Os mensageiros (Disney) impulsionou os resultados registrados entre 25 e 28 de janeiro, o que aponta que o circuito fica um pouco menos dependente de blockbusters para alcançar desempenhos notáveis. É um ótimo sinal para um calendário de estreias com menor concentração de grandes lançamentos e um line-up de produções brasileiras potentes.
A sequência do filme espírita levou mais de meio milhão de espectadores (R$ 11,9 milhões em renda) aos cinemas durante o fim de semana, impulsionado pelo feriado do aniversário de São Paulo, comemorado na quinta-feira, 25. Esse resultado representa:
a maior abertura de um filme nacional desde Minha mãe é uma peça 3 (Dt/Paris), de 2019 (1,9 milhão de espectadores)
a maior abertura de quatro dias desde Five nights at Freddy’s (Universal), que, em outubro, atraiu 1 milhão de pessoas
segunda maior abertura de um filme espírita brasileiro, atrás apenas de Chico Xavier (Sony/Dt), que vendeu 586,6 mil ingressos em sua estreia de três dias em 2010.
A diferença entre os primeiros dias de exibição de Nosso Lar (2010) e Os mensageiros foi de menos de mil espectadores, com a sequência levando a melhor. Mas vale lembrar que o primeiro filme contou com uma estreia de três dias, e, por abrir na semana de 7 de setembro, teve parte significativa de seus registros concentrada no feriado.
Nosso Lar 2 registrou seus melhores resultados na região Sudeste do país, em especial nas áreas populares e nos complexos da Cinemark.
Produções brasileiras têm 30% do market share de janeiro
Novamente uma das melhores sustentações do fim de semana ficou com Minha irmã e eu (Dt/Paris), que caiu apenas 17% em renda (R$ 3,3 milhões) e 18% em público (152,9 mil). O filme ficou com a quarta colocação do período, totalizando 1,8 milhão de ingressos vendidos, e segue contribuindo para o destaque das produções brasileiras nas bilheterias.
No total, o top 20 do fim de semana contou com cinco títulos brasileiros, incluindo o estreante e sétimo colocado Príncipe Lu e a lenda do dragão (H2O). O filme infantil registrou a arrecadação de R$ 1,7 milhão com a venda de 70,2 mil ingressos — 14% abaixo de Os Aventureiros (Warner), primeiro longa de Luccas Neto para as telonas. Após as sessões de ontem e as de pré-estreia, o filme já superou 100 mil de público.
Com esse desempenho positivo, os títulos brasileiros já totalizam mais de 30% do market share neste primeiro mês de 2024, e, nos próximos dias, devem superar o total — tanto de renda quanto de público — registrado pelos filmes nacionais ao longo de todo o ano de 2023.
Todos menos você abre na vice-liderança
A comédia romântica que vem surpreendendo nas bilheterias globais também fez bonito no Brasil. Todos menos você (Sony) abriu na quinta-feira na quinta colocação e terminou o fim de semana na vice-liderança, com R$ 3,5 milhões captados após vender 155,6 mil ingressos.
Ao longo do fim de semana, o longa passou por uma disputa superacirrada com Aquaman 2 (Warner) e Minha irmã e eu, sendo o único dos três que cresceu todos os dias. O comportamento pode ser justificado por um boca a boca positivo — como ocorreu internacionalmente —, refletindo também no resultado de segunda-feira, quando o filme ocupou a vice-liderança com folga.
Entre os longas hollywoodianos, Wish (Disney), Aquaman 2 e Patos! se destacaram com ótimas sustentações. As animações tiveram retrações abaixo de 20%, enquanto o super-herói caiu apenas 24% em sua sétima semana de exibição.
Indicados ao Oscar somam mais de 100 mil ingressos vendidos
Cinco títulos indicados ao Oscar fecharam o fim de semana entre os 20 melhores resultados do período, somando mais de 100 mil ingressos vendidos entre quinta e domingo. O destaque da lista ficou com os estreantes Anatomia de uma queda (Diamond), que gerou R$ 1,3 milhão e levou 48,8 mil pessoas às suas primeiras sessões, e Vidas passadas (California), que arrecadou R$ 625,4 mil com a venda de 25,6 mil ingressos.
Além dos indicados ao Oscar, outro lançamento que entrou para o top 20 foi O refém – Atentado em Madri (Playarte), que ficou na 19ª posição.
Sem lançamento de novos blockbusters, ‘Fighter’ lidera no mundo
O filme indiano Fighter se tornou o líder do fim de semana no mundo após captar US$ 24,6 milhões em sua abertura. O resultado foi impulsionado pelo feriado do Dia da República, comemorado na sexta-feira, 26, em seu mercado doméstico, onde totalizou cerca de US$ 14,4 milhões em ingressos vendidos.
Os outros US$ 10,2 milhões garantidos pelo filme no fim de semana vieram de 22 outros territórios que receberam o lançamento.
A liderança de Fighter mostra também a tendência de títulos locais se destacarem globalmente em períodos de menor volume de lançamentos de blockbusters — algo que deve ocorrer no futuro por causa das greves de Hollywood em 2023.
Todos menos você mantém crescimento
Todos menos você (Sony) segue forte. Em sua quinta semana de exibição, a comédia romântica cresceu nada menos que 18,7%, ao arrecadar US$ 19 milhões. O movimento se explica não só pelo ótimo boca a boca, mas também por sua chegada a novos mercados, como Itália, onde abriu com US$ 1,2 milhão, e Brasil, onde foi o segundo filme mais visto do fim de semana (ver texto acima).
Com esse resultado, Todos menos você subiu da quarta posição para a vice-liderança do ranking global, e agora totaliza US$ 126,6 milhões captados pelo mundo.
Beekeeper supera US$ 100 milhões
O fim de semana foi de superação de marcas importantes para diversos outros filmes do top 10 global, incluindo Beekeeper – Rede de vingança (Miramax). O longa de ação com Jason Statham ultrapassou US$ 100 milhões neste fim de semana, quando arrecadou US$ 18,3 milhões. O desempenho dos últimos dias representa uma boa sustentação para um título em sua terceira semana de exibição, caindo apenas 19,3%.
Nas bilheterias norte-americanas, Beekeeper protagonizou uma disputa acirrada com Meninas malvadas (Paramount), e, pela primeira vez desde sua estreia, levou a melhor e liderou o ranking doméstico com US$ 7,4 milhões captados — contra US$ 7,3 milhões do musical da Paramount.
A queda de Wonka (Warner) também foi tênue para um filme que já está nos cinemas há oito fins de semana. Nos últimos dias, o musical retraiu apenas 18,2%, ao arrecadar US$ 13,9 milhões. Atualmente, o acumulado global do longa equivale a US$ 552 milhões.
Pobres criaturas cresce mais de 80%
O efeito das indicações ao Oscar já reflete nas bilheterias mundiais. Neste fim de semana, Pobres criaturas (Searchlight), que foi o segundo filme que mais recebeu nomeações (11), cresceu 83%, subindo da nona posição do ranking para a quinta colocação.
O longa de Yorgos Lanthimos, com Emma Stone, vendeu US$ 13 milhões em ingressos pelo mundo. Além da repercussão positiva após as indicações, também contam a favor o lançamento em novos mercados e o crescimento do circuito do filme nos EUA, onde subiu de 1,4 mil cinemas para 2,3 mil.
Pobres criaturas superou ainda a marca de US$ 50 milhões globais, totalizando US$ 51,1 milhões. O filme chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, 1º de fevereiro.
Aquaman 2 e Patos! também conquistam novas marcas
Mesmo fora do top 5, Aquaman 2 – O reino perdido (Warner) conquistou uma marca digna de nota ao superar US$ 400 milhões globais, com US$ 9,8 milhões (-25,7%) captados neste fim de seman. Este desempenho consolida a produção como o melhor desempenho do DCEU (Universo Estendido DC) desde 2018, quando o primeiro Aquaman foi lançado e chegou a vender mais de US$ 1 bilhão em ingressos pelo mundo.
Patos! (Universal), por sua vez, ultrapassou a marca de US$ 200 milhões globais. A animação caiu apenas 12,6%, ao captar US$ 10,4 milhões pelo mundo.
‘Nosso Lar 2’ confirma sucesso e é visto por mais de 550 mil pessoas na abertura
O fim de semana confirmou o que a quinta-feira já indicava: Nosso Lar 2 – Os mensageiros (Disney) é um sucesso. O longa nacional abriu com 553 mil de público e R$ 12 milhões de renda, segundo dados estimados do Filme B Box Office Brasil.
É o maior público de abertura de um filme brasileiro desde Minha mãe é uma peça 3, de 2019. Entre os títulos em geral, foi a maior abertura desde 26 de outubro de 2023, quando estreou Five Nights at Freddy’s, com 660,7 mil.
Cada uma de suas exibições teve 60 assentos ocupados, o que é uma média de público muito boa, ainda mais considerando a grande quantidade de 9,1 mil sessões disponíveis.
O primeiro Nosso Lar, de 2010, vendeu 550,7 mil ingressos no primeiro fim de semana, e terminou a carreira com 4 milhões. Ou seja, o resultado inicial da sequência foi bem semelhante ao do original.
O longa espírita liderou o fim de semana com folga, com um market share de 33%, e a segunda colocação do ranking foi bastante disputada. Para se ter ideia, todo o resto do top 5 ficou na casa dos 150 mil bilhetes vendidos e R$ 3 milhões arrecadados, cada um com cerca de 10% de fatia do mercado.
O equilíbrio dentro desse grupo reflete um mercado aquecido e um circuito ocupado por filmes para todos os públicos.
Boca a boca já impulsiona Todos menos você
Depois de estrear na quinta-feira em quinto lugar, a comédia romântica Todos menos você (Sony) reagiu e terminou o fim de semana na vice-liderança, com 156 mil em público e R$ 3,5 milhões em renda. É um sinal de que o boca a boca positivo já está fazendo efeito, principalmente por ser uma obra muito popular nas redes sociais, em especial no TikTok. Foi, inclusive, o único filme do fim de semana que cresceu de sábado para domingo, em vez de cair.
Minha irmã e eu (Dt/Paris) caiu para a quarta posição, mas manteve uma ótima sustentação, numa retração de apenas 18%. A comédia brasileira já acumula 1,8 milhão de ingressos vendidos (R$ 35,5 milhões).
A aventura infantil Príncipe Lu e a lenda do dragão (H2O) abriu em sétimo lugar, vista por 71 mil pessoas — 13% a menos do que a abertura do longa anterior de Luccas Neto, Os aventureiros, que fechou 2023 como a segunda maior bilheteria entre os longas nacionais.
A outra novidade no top 10 é Anatomia de uma queda (Diamond), em oitavo lugar, visto por 46 mil pessoas. O efeito Oscar, onde o drama emplacou cinco indicações, é claro: a produção conquistou a segunda maior média de público por sessão (53 pessoas).
De quinta a domingo, os cinemas venderam 1,6 milhão de ingressos (R$ 36 milhões em renda), um crescimento de 46% em relação ao fim de semana anterior.
‘Nosso Lar 2’ tem o melhor início entre nacionais desde ‘Minha mãe é uma peça 3’
Nosso Lar 2 – Os mensageiros (Disney) vendeu, em seu primeiro dia de exibição, nada menos que 163,8 mil ingressos, arrecadando R$ 3,3 milhões, segundo dados estimados do Filme B Box Office Brasil.
É a primeira vez desde Minha mãe é uma peça 3, lançado em 26 de dezembro de 2019, que um longa nacional abre em primeiro lugar nas bilheterias. É também o melhor resultado numa quinta-feira de abertura desde a comédia com Paulo Gustavo (516,1 mil).
A bilheteria foi impulsionada pelo feriado em São Paulo, e ao longo do fim de semana teremos uma ideia melhor do potencial da sequência espírita. Mas o seu primeiro dia já indica algumas tendências.
Minha irmã e eu (Dt/Paris), que já acumula 1,7 milhão de ingressos vendidos, por exemplo, foi visto por 67,3 mil pessoas em seu primeiro dia em cartaz, em 28 de dezembro. E o primeiro Nosso Lar, lançado em 3 de setembro de 2010, numa sexta-feira, vendeu 138.191 bilhetes — e terminou a carreira com um público de 4 milhões.
Melhor dia de abertura desde Five nights at Freddy’s
Mesmo se a comparação for além de títulos brasileiros e englobar todos os filmes lançados recentemente, o desempenho de Nosso Lar 2 continua impressionante. A última vez que uma produção registrou um público inicial superior foi em novembro, na estreia de Five nights at Freddy’s – O pesadelo sem fim (Universal), com 223.177 ingressos.
Com isso, a Disney, que também está em segundo lugar do ranking com Wish, deteve 50% do market share nesta quinta-feira. Já o cinema brasileiro — contando com os resultados de Minha irmã e eu, Príncipe Lu e a lenda do dragão (H2O) e Turma da Mônica Jovem – Reflexos do medo (Imagem), todos no top 10 — atraiu 230 mil pessoas aos cinemas ontem, uma fatia de quase 60% do mercado.
O filme com Luccas Neto, aliás, foi visto por 20,3 mil pessoas ontem, gerando R$ 396,7 mil. É um número promissor, considerando que o longa anterior do ator, Os aventureiros, abriu com 14,7 mil, nas férias de julho, e terminou a carreira com 430 mil em público — o segundo maior de 2023 entre os nacionais, atrás apenas de Minha irmã e eu.
Esta quinta-feira cresceu 72% em público (400 mil) e 89% em renda (R$ 8,3 milhões) em relação ao mesmo dia da semana passada. Na próxima segunda-feira, o Boletim da Filme B vai trazer os números completos do fim de semana.
‘Aquaman 2’, ‘Wish’ e ‘Minha irmã e eu’ encerram cine-semana em disputa acirrada
Depois de liderar com tranquilidade o último fim de semana, Aquaman 2 (Warner) enfrentou nos dias úteis (22 a 24 de janeiro) uma disputa muito mais acirrada com Wish (Disney) e Minha irmã e eu (Dt/Paris).
Na verdade, de segunda a quarta-feira, o super-herói registrou uma venda de ingressos inferior à da animação e da comédia nacional. Mas fechou a terceira cine-semana de 2024 em primeiro lugar, com 328,2 mil bilhetes vendidos (-32%) e R$ 6,6 milhões arrecadados (-31%), chegando a um acumulado de 3,5 milhões em público e R$ 70,3 milhões em renda, segundo dados do Filme B Box Office Brasil.
Os números dos dias úteis revelam que Wish e Minha irmã e eu estão com alta demanda em áreas populares, por causa dos preços promocionais dos ingressos.
O longa com Tatá Werneck e Ingrid Guimarães continua brilhando, tendo sido visto por mais 312 mil pessoas (-23%, uma ótima sustentação para a sua quarta semana) e arrecadando R$ 6 milhões (-21%) nos últimos sete dias. O acumulado é de 1,6 milhão em público — com grande chance de atingir 1,7 milhão hoje, ainda mais considerando o feriado em São Paulo — e R$ 32 milhões em renda.
Em sua quarta semana em cartaz, Patos! (Universal) se tornou o segundo filme de 2024 a alcançar a marca de 1 milhão de ingressos vendidos — o primeiro foi Wish, que encerrou sua terceira semana com 1,3 milhão acumulados.
Mergulho noturno (Universal), única estreia entre o grupo, e Meninas malvadas (Paramount) fecham o top 5, revezando a quinta posição em público e renda. O terror foi visto por 136,5 mil pessoas (R$ 2,63 milhões) de quinta a quarta-feira, e o musical, por 135,6 mil brasileiros (R$ 2,65 milhões).
Mesmo sem o lançamento de um grande blockbuster, a última cine-semana apresentou uma boa sustentação, com queda de apenas 16% tanto em público (1,9 milhão) quanto em renda (R$ 37,6 milhões).