Sydney Sweeney e Glen Powell, agora, estrelam filmes totalmente diferentes em novas apostas da Diamond
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Depois de estrondo em Cannes, exibidores brasileiros veem ‘Furiosa’
What is Lorem Ipsum?
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Why do we use it?
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Where does it come from?
Contrary to popular belief, Lorem Ipsum is not simply random text. It has roots in a piece of classical Latin literature from 45 BC, making it over 2000 years old. Richard McClintock, a Latin professor at Hampden-Sydney College in Virginia, looked up one of the more obscure Latin words, consectetur, from a Lorem Ipsum passage, and going through the cites of the word in classical literature, discovered the undoubtable source. Lorem Ipsum comes from sections 1.10.32 and 1.10.33 of “de Finibus Bonorum et Malorum” (The Extremes of Good and Evil) by Cicero, written in 45 BC. This book is a treatise on the theory of ethics, very popular during the Renaissance. The first line of Lorem Ipsum, “Lorem ipsum dolor sit amet..”, comes from a line in section 1.10.32.
The standard chunk of Lorem Ipsum used since the 1500s is reproduced below for those interested. Sections 1.10.32 and 1.10.33 from “de Finibus Bonorum et Malorum” by Cicero are also reproduced in their exact original form, accompanied by English versions from the 1914 translation by H. Rackham.
Governos europeus planejam ampliar apoio ao audiovisual
Durante a semana passada, após a cerimônia do Oscar, os governos de dois importantes países europeus se manifestaram a respeito dos seus fundos estatais de apoio às indústrias audiovisuais nacionais.
A ministra da Cultura alemã, Claudia Roth, declarou haver a necessidade de modernizar os mecanismos do fundo estatal do Estado alemão, com o objetivo de ajustá-lo aos novos tempos. A intenção é ampliar a contribuição das plataformas de streaming nos recursos que compõem as diversas linhas de apoio estatal, assim como desburocratizar as regras, para agilizar o processo de financiamento. Nada de novo no front, filme alemão vencedor de quatro Oscars, incluindo o de melhor filme internacional, é uma produção original da Netflix e não acessou os mecanismos de subvenção.
No Reino Unido, o chanceler do Tesouro (equivalente ao ministro da Fazenda), Jeremy Hunt, ao apresentar o orçamento do governo no Parlamento, destacou a importância das indústrias criativas na economia do país. O gabinete britânico anunciou um incremento no nível dos incentivos fiscais às produções de conteúdo audiovisual, em especial as voltadas para o público familiar.
A Espanha foi outro país a anunciar novas linhas de apoio ao setor (leia mais na sessão Rapidinhas, abaixo).
Três das principais economias mundiais, com indústrias audiovisuais relevantes no cenário mundial, ressaltam a vontade de ajustar suas políticas públicas de apoio à produção e difusão de conteúdo. As iniciativas visam aperfeiçoar seus mecanismos de fomento, atualizando-os em função dos novos parâmetros desenvolvidos com a evolução digital.
No Brasil, a indústria está mobilizada para colaborar com o novo governo federal no sentido de reformular o marco legal e o sistema de apoio ao audiovisual.
Drama húngaro vence Urso de Ouro em Berlim
O drama húngaro On body and soul (título internacional) venceu o Urso de Ouro, principal troféu do Festival de Berlim, em cerimônia realizada no sábado, dia 18. O júri presidido pelo cineasta Paul Verhoeven (Elle, Instinto selvagem) elegeu como melhor filme o longa da diretora Ildikó Enyedi, definido como uma tragicomédia romântica sobre um homem e uma mulher que se apaixonam à medida que sonham os mesmos sonhos ao dormir.
O único prêmio a um filme brasileiro no festival foi para Pendular, da brasileira Julia Murat, que levou o prêmio de melhor filme da seção Panorama dado pela Fipresci, a Federação Internacional dos Críticos de Cinema. Joaquim, de Marcelo Gomes, que estava na competição principal, não foi premiado.
+ Filmes brasileiros colhem boas críticas em Berlim
Um dos favoritos ao Urso de Ouro, The other side of hope, do finlandês Aki Kaurismaki (O porto), uma comédia sobre um refugiado que desembarca na Europa, ficou com o Urso de Prata de melhor direção. Ambos os filmes têm distribuição garantida no Brasil pela Imovision – mas a data de lançamento ainda não foi definida.
O Grande Prêmio do Júri, espécie de segundo lugar da premiação, ficou com o senegalês Felicité, de Alain Gomis, sobre uma cantora da noite que enfrenta percalços para pagar o tratamento do filho no Congo.
Havia uma expectativa que de que a chilena Daniela Vega fosse a primeira transexual a levar o prêmio de melhor atriz no festival por Uma mulher fantástica, de Sebastián Lelio – que também será lançado pela Imovision. O filme, contudo, ficou com o prêmio de roteiro. A melhor atriz foi a coreana Kim Min-hee, por On the beach at night alone, de Hong Sang-soo.
Confira abaixo a lista completa dos premiados:
Urso de Ouro – melhor filme
On Body and Soul, de Ildiko Enyedi (Hungria)
– Urso de Prata (Grande Prêmio do Júri):
Félicité, de Alain Gomis (Senegal)
– Melhor diretor:
Aki Kaurismaki por The other side of hope (Finlândia)
– Melhor atriz:
Kim Min-hee por On the beach at night alone, de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
– Melhor ator:
Georg Friedrich (Áustria) por Bright Nights, de Thomas Arslan (Alemanha)
– Melhor contribuição artística:
Ana, mon amour, de Calin Peter Netzer (Romênia)
– Melhor roteiro:
Una mujer fantastica, de Sebastian Lelio (Chile)
– Prêmio Alfred Bauer – novas perspectivas:
Spoor, de Agnieszka Holland (Polônia)
– Melhor documentário:
Ghost Hunting, de Raed Andoni (Palestina)
– Melhor primeiro filme:
Summer 1993, de Carla Simon (Espanha)
– Urso de Ouro de melhor curta:
Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante (Portugal)
– Urso de prata de curta:
Ensueño en la Pradera, de Esteban Arrangoiz Julien (México)
Delegação brasileira em Berlim divulga manifesto
A delegação brasileira no Festival de Berlim divulgou uma carta em que manifesta preocupação com os rumos do cinema no Brasil depois da sucessão na Ancine. O diretor-presidente Manoel Rangel deixa a agência em maio, encerrando sua liderança de 12 anos e deixando um vácuo de poder que preocupa profissionais do setor. O próximo chefe do órgão federal ainda não foi escolhido.
Para os autores do texto, a Ancine é um dos principais agentes responsáveis pelo crescimento e diversificação do audiovisual brasileiro nos últimos anos. Eles mencionam apreensão em relação ao futuro do cinema autoral e à política no país em geral.
O manifesto foi lido na recepção promovida pela Embaixada do Brasil na Alemanha durante o festival, pelos diretores Daniela Thomas, Laís Bodanzky, Julia Murat, Cristiane Oliveira e Felipe Bragança, todos com filmes em Berlim.
Confira o texto na íntegra:
Estamos vivendo uma grave crise democrática no Brasil. Em quase um ano desse governo, os direitos de educação, saúde e trabalhistas foram duramente atingidos. Junto com todos os outros setores, o audiovisual brasileiro, especialmente o autoral, corre o risco de acabar.
Nos últimos anos, a Ancine tem direcionado suas diretrizes, conservando com atenção os muitos Brasis. Ampliou o alcance dos mecanismos de fomentos, que hoje atingem segmentos e formatos dos mais diversos, entre eles o cinema autoral, aqui representado.
O resultado é visível. O ano de 2017 começou com a expressiva presença de filmes brasileiros nos três dos principais festivais internacionais, totalizando 27 participações em Sundance, Roterdã e aqui em Berlim. Não chegamos a esse patamar histórico sem política pública.
Tudo o que se alcançou até aqui é fruto de um grande esforço do conjunto de agentes envolvidos entre Ancine, produtores, realizadores, distribuidores, exibidores, programadores, artistas, lideranças, poder público, entre outros. Acima de tudo, queremos garantir que qualquer mudança ou aperfeiçoamento nas políticas do audiovisual brasileiro sejam amplamente debatidos com o conjunto do setor e com toda a sociedade.
Assim, pedimos às instituições, produtores e realizadores de todo o mundo que apoiem a luta e a manutenção de todos os tipos de audiovisual no Brasil. Defendemos aqui a continuidade e o incremento dessa política pública.
Los Angeles terá multiplex de realidade virtual
Depois da IMAX, que abriu no início do ano um espaço de realidade virtual na cidade, Los Angeles vai ganhar em setembro um multiplex inteiro dedicado apenas à nova tecnologia. O projeto está sendo tocado pela Dreamscape Immersive, uma start-up especializada em realidade virtual que surgiu há pouco tempo, mas reúne alguns figurões do mundo do cinema entre seus executivos.
“Hoje, o público pode ver filmes nos cinemas em três formatos: 2D, 3D e IMAX. A Dreamscape vai estabelecer uma quarta plataforma, a RV. Agora, os espectadores vão poder comprar um ingresso, entrar dentro da história e viver uma experiência pessoal como nunca imaginado antes”, afirmou Kevin Wall, cofundador da empresa, executivo conhecido no mercado por seus 30 anos de trabalho como produtor de shows ao vivo.
As empresas de tecnologia decidiram investir em realidade virtual nos cinemas ao entenderem que existe um bom nicho de mercado para isso: espectadores que não estão dispostos a pagar caro para ter um aparelho de RV em casa, mas interessados em pagar um ingresso por duas horas de experiência.
Spielberg dentro
Sempre empenhados em não perder o bonde da história, os grandes estúdios já estão entrando no negócio. Entre os US$ 11 milhões de capital inicial da Dreamscape, estão apoiadores como a Warner, Fox, MGM, IMAX e o diretor e produtor Steven Spielberg. Entre os consultores artísticos, nomes como o alemão Hans Zimmer, um dos maiores compositores de trilha sonora de Hollywood (Batman: O cavaleiro das trevas, Piratas do Caribe: A maldição do Pérola Negra).
O primeiro Dreamscape Multiplex vai ser construído no Westfield’s Century City Mall, shopping próximo à famosa Santa Monica Boulevard que está passando por um processo de reforma e expansão. A Dreamscape anunciou que o multiplex terá tecnologia da Artanim, uma fundação suíça dedicada às artes e tecnologia.
Além da Dreamscape e da IMAX, que depois de Los Angeles anunciou a construção de mais cinco centros de realidade virtual pelos EUA, um terceiro player desse mercado é a Void, cujo CEO anunciou na semana passada que pretende construir diversas unidades no país ainda este ano.
Diretor de La la land vence o DGA
Damien Chazelle (La la land – Cantando estações) foi o escolhido do Sindicato dos Diretores de Hollywood, que divulgou seus premiados neste sábado, dia 4, no DGA. Ele disputava com Garth Davis (Lion – Uma jornada para casa), Barry Jenkins (Moonlight – Sob a luz do luar), Kenneth Lonergan (Manchester à beira mar) e Denis Villeneuve (A chegada).
La la land já é o grande destaque da temporada, com sete estatuetas no Globo de Ouro e 14 indicações ao Oscar, além de prêmio para Emma Stone no Screen Actors Guild, do Sindicato dos Atores.
O australiano Garth Davis levou a estatueta de diretor estreante por Lion. Egresso da publicidade, o cineasta não foi indicado para a categoria no Oscar, mas o longa concorre em seis categorias. No DGA, ele disputava com Tim Miller (Deadpool), Kelly Fremon Craig (Quase 18), Nate Parker (O nascimento de uma nação) e Dan Trachtenberg (Rua Cloverfield, 10).
Veep e GoT
A premiação também tem diversas categorias de televisão. Entre as séries de comédia, venceu Becky Martin, de Veep, pelo episódio The inauguration. Em drama, o escolhido foi Miguel Sapochnik, por The battle of the bastards, de Game of thrones. As duas produções são da HBO.
Na categoria filme para TV ou minissérie, ganhou Steven Zaillan, pelo episódio The beach, de The night of. Entre os concorrentes de documentário, quem levou a melhor foi Ezra Edelman, por O.J. – Made in America, produzida pelo canal ESPN.
A lista completa de concorrentes e premiados pode ser vista no site oficial do DGA.
Almodóvar vai presidir o júri de Cannes
O Festival de Cannes anunciou nesta terça que o espanhol Pedro Almodóvar será o Presidente do Júri da 70ª edição do festival, que este ano acontece de 17 a 28 de maio na França.
Conhecido desde os anos 80 por filmes como Ata-me e Mulheres à beira de um ataque de nervos, Almodóvar tem uma longa relação com o festival. Cinco de seus filmes concorreram à Palma de Ouro sem nunca vencer o prêmio máximo do evento. O que chegou mais perto foi Tudo sobre minha mãe (1999), que levou a Palma de melhor direção, perdendo o prêmio principal parao belga Rosetta, dos irmãos Dardenne. Em 2006, Volver levou os prêmios de melhor roteiro e elenco. O diretor também competiu com Abraços partidos (2009), A pele que habito (2011) e no ano passado com Julieta. Em 2004, A má educação abriu o festival, fora de competição.
Os mais cotados
No ano passado, o Júri presidido pelo australiano George Miller (Mad Max – Estrada da fúria) foi muito criticado por premiar filmes bem diferentes dos que foram mais aclamados pela imprensa e pelo público do festival. Três dos favoritos da crítica – o alemão Toni Erdmann, o americano Paterson e o brasileiro Aquarius – saíram sem prêmios.
A seleção oficial do festival e os demais membros do júri só serão anuciados em meados de abril. Entre os filmes já contados para integrar a seleção, estão os novos longas do austríaco Michael Haneke (Happy end, com Isabelle Huppert), do americano Todd Haynes (Wonderstruck, com Julianne Moore), do canadense Denis Villeneuve (Blade Runner 2049, com Ryan Gosling), da argentina Lucrecia Martel (Zama, coprodução com o Brasil) e do russo Andrei Zviagintsev, do premiado Leviatã (com o novo Loveless).
Sony reporta prejuízo no quarto trimestre
A Sony anunciou prejuízo em sua divisão de cinema da ordem de US$ 962 milhões no último trimestre do ano passado. No entanto, seus executivos logo rebateram os rumores de que o departamento da gigante japonesa dedicado aos longas-metragens estaria à venda.
“Não se enganem. O compromisso da Sony Corporation com a Sony Pictures Entertainment continua intacto. O valor do conteúdo de alta qualidade continua a crescer. A Sony Pictures é uma parte muito importante do grupo Sony, e vamos continuar a investir para conseguir crescimento de longo prazo nessa área”, afirmou Kazuo Hirai, presidente do grupo Sony, e Michael Lynton, CEO da divisão de cinema, no evento do anúncio. Lynton está de saída do grupo – está indo para a Snap, empresa de tecnologia responsável pelo aplicativo Snapchat.
Segundo os executivos, o prejuízo anunciado deveu-se a causas “não financeiras”, incluindo a compra do estúdio em 1989 pelo conglomerado japonês e as dramáticas mudanças nos últimos anos no setor de entretenimento doméstico – com a queda acentuada nas vendas de DVD e Bluray.
A força da TV
Há três anos, Hirai afirmou no mesmo evento que a melhora dos resultados da Sony Pictures era uma prioridade urgente do conglomerado. Mas o resultado abaixo das expectativas de filmes como Caça-fantasmas e A longa caminhada de Billy Lynn, de Ang Lee, atrasaram as metas.
Uma das medidas para aumentar os ganhos da empresa nos próximos anos é a expansão dos braços de Produções para a Televisão e outras mídias. Nos últimos anos, a receita com produções não voltadas ao cinema cresceu proporcionalmente no total de faturamento da Sony. Um dos exemplos recentes é a premiada série The crown, do Netflix, do qual a companhia é coprodutora.
Prêmios dos sindicatos dão o tom do Oscar
Duas premiações realizadas neste fim de semana serviram para confirmar algumas tendências e trazer elementos inesperados para a corrida do Oscar. Como era previsto, La la land – Cantando estações saiu com o principal prêmio do Sindicato dos Produtores (PGA) no sábado, dia 28, enquanto Estrelas além do tempo foi a grande surpresa entre as escolhas do Sindicato dos Atores no SAG, no domingo. Os dois são considerados importantes termômetros das estatuetas da Academia.
O musical de Damien Chazelle já era o franco favorito ao prêmio de melhor filme do Oscar e o troféu Darryl F. Zanuck – o principal do PGA – ajudou a elevar as apostas. Emma Stone também levou a estatueta de melhor atriz por La la land no dia seguinte, no SAG, em uma categoria que tinha como fortes rivais Meryl Streep (Florence – Quem é essa mulher?) e Natalie Portman (Jackie).
Estrelas além do tempo em alta
O Sindicato dos Atores não concede prêmio de melhor filme, apenas de melhor elenco. Para espanto de muitos, os associados escolheram o time de atrizes de Estrelas além do tempo, biografia de matemáticas negras que trabalharam no programa espacial da NASA em meio às tensões raciais da época. O longa concorria com títulos já queridinhos da temporada de prêmios, como Moonlight – Sob a luz do luar e Manchester à beira-mar.
Agora, o drama cresce em importância no cenário do Oscar. Para alguns analistas, o momento político, com o discurso intolerante do presidente eleito Donald Trump sendo fortemente combatido pela Hollywood progressista, conta a favor de uma história importante como a de Estrelas além do tempo em detrimento do embalo escapista de La la land, pelo menos nas categorias secundárias.
Em um discurso forte, a atriz Taraji P. Henderson fez um libelo pela igualdade: “Essa história é sobre o que acontece quando colocamos nossas diferenças de lado e nos unimos como raça humana. Nós vencemos. O amor sempre vence. Elas não são mais figuras escondidas [menção ao título original, Hidden figures]”.
#OscarsNotSoWhite
Os prêmios do SAG mostraram que o ano promete um panorama bem diferente de 2016, quando a escassez de negros no páreo deu origem ao protesto viral #OscarsSoWhite. Denzel Washington levou a estatueta de melhor ator por Um limite entre nós, contra o favorito Casey Affleck (Manchester à beira-mar). Nas categorias de coadjuvante, foram premiados Mahershala Ali (Moonlight) e Viola Davis, também no elenco com Washington.
Protestos contra Trump
Obedecendo à tônica da temporada, os protestos contra Trump apareceram muitas vezes nos discursos do fim de semana. John Legend, que apresentou o candidato La la land no PGA, foi bem direto: “Nossa América é grande, livre, aberta a sonhadores de todas as raças, países e religiões. Nossa visão da América é diretamente oposta ao do presidente Trump. Especificamente, quero rejeitar a visão dele esta noite e afirmar que o país é melhor que isso”.
Julia Louis-Dreyfus, premiada como melhor atriz de comédia no SAG pela série Veep, criticou o recente veto à entrada de visitantes de países muçulmanos e refugiados nos EUA. “Meu pai fugiu da perseguição religiosa na França ocupada pelos nazistas, e eu sou uma patriota americana, amo este país. Fico horrorizada com nossas máculas, e esse banimento é uma mácula, é antiamericano”.
O protesto mais contundente veio do ator Simon Helberg, indicado por The Big Bang theory, que circulou pelo tapete vermelho do SAG com um cartaz que dizia: “Bem-vindos, refugiados”. Ao seu lado, sua mulher, Jocelyn Towne, tinha outra frase escrita no decote do vestido: “Deixem eles entrarem”.
Confira aqui as listas completas de premiados do PGA e SAG.