Cinemark foi a rede que mais expandiu em 2016
Os dez maiores exibidores do Brasil atraíram 7,4% espectadores a mais em 2016. A informação é um dos dados do levantamento feito pelo Filme B Box Office, que mostra a movimentação das principais cadeias durante o ano que passou – incluindo quem abriu salas, quem sofreu retração e mudou de posição.
Houve poucas alterações na ordem do top 10 de 2015 para 2016. Cinemark, Cinépolis e Kinoplex continuam ocupando as três primeiras posições, nesta ordem. A única troca de posição está no oitavo lugar, que passou a ser da parceria UCI/GSR. Com isso, desceu para nono a Moviecom.
As duas redes que tiveram mais crescimento percentual foram Cinesystem e Moviecom, ambas com 19% a mais de arrecadação. A primeira abriu oito salas durante o ano, enquanto a exibidora do interior de São Paulo ganhou seis. Em público, a Moviecom teve alta maior, de 13% (contra 11%).
Expansão contínua
As três maiores companhias de exibição do mercado brasileiro continuam investindo forte na expansão de suas redes. A Cinemark foi a que mais abriu salas durante o ano, com 19. A Cinépolis inaugurou 18, e a Kinoplex, 16. Com isso, obtiveram renda 11%, 15% e 11% maiores, respectivamente, em relação a 2015.
Outra cadeia que teve crescimento considerável foi a UCI, com altas de 18% (renda) e 11% (público). Os números ficam ainda mais significativos se considerarmos que a rede não abriu novos cinemas em 2016 – portanto, esse incremento veio apenas da capacidade de atração de seu circuito e da tendência geral do mercado. A companhia é dona do complexo de maior público e renda do ano, o UCI New York City Center, no Rio, com 18 salas.
Na parceria com o Grupo Severiano Ribeiro, a UCI também cresceu sem expandir seu circuito, embora em menor grau. Foi uma arrecadação 8% maior, com 2% a mais de ingressos vendidos. A outra cadeia que não inaugurou salas em 2016 foi a Cineart, na décima posição. Ela também arrecadou 12% a mais que em 2015.
O Espaço de Cinema foi o único exibidor a apresentar quedas em 2016, de 2% em renda e 6% em público. A rede de Adhemar Oliveira ganhou uma sala no Espaço Itaú de Cinema de Brasília, mas vendeu as quatro salas de seu cinema de Tubarão (SC) para o Cine Show. Os totais refletiram esse movimento.
Confira os resultados do setor de exibição em janeiro nas Rapidinhas.
CCBB Rio reexibe os melhores de 2016
Uma seleção dos melhores filmes de 2016 abre a programação do ano no CCBB do Rio. É a mostra Melhores Filmes do Ano, de 18 de janeiro a 6 de fevereiro. A seleção é feita pela Associação dos Críticos de Cinema do Rio (ACCRJ).
Serão exibidos, entre outros, o francês Elle, de Paul Verhoeven, que rendeu a Isabelle Huppert o Globo de Ouro de melhor atriz (eleito o melhor filme estrangeiro do ano) e Aquarius, de Kleber Mendonça Filho (escolhido o melhor nacional).
A seleção inclui ainda pouco visto O cavalo de Turim, do húngaro Béla Tarr – produzido em 2011, mas só lançado no Brasil cinco anos depois; O filho de Saul, vencedor do Oscar de filme estrangeiro; e o chinês As montanhas se separam, de Jia Zhang-Ke.
Três personalidades que morreram em 2016 serão homenageadas: o crítico José Carlos Avellar – com publicação no catálogo de seu texto sobre o filme de Zhang-ke –, o iraniano Abbas Kiarostami (com a exibição de Cópia Fiel) e Hector Babenco (Meu amigo hindu). O produtor carioca Cavi Borges também recebe homenagem.
Ao longo da mostra, acontecem vários debates com diretores, atores e críticos membros da ACCRJ. Entre os confirmados, a atriz Bianca Comparato (da série 3%, do Netflix), a cineasta Petra Costa (Olmo e a gaivota) e Julia Rezende (Um namorado para minha mulher).
Confira a programação completa no site do CCBB.
Renda do 3D cresce 19% em 2016
A importância do 3D não para de crescer no mercado brasileiro. Em 2016, as sessões com essa tecnologia arrecadaram um total de R$ 909 milhões, um crescimento de 19% em relação aos R$ 762 milhões do ano anterior. Os dados são do Filme B Box Office, coletados junto aos exibidores.
O Brasil fechou o ano com 1.384 salas em 3D, o que corresponde a 44% do total das 3.126 hoje em funcionamento no país.
O quadro abaixo mostra que, naturalmente, os filmes campeões de bilheteria do ano são também os campeões do 3D, com Capitão América – Guerra civil (Disney), Batman vs Superman e Esquadrão suicida (Warner), liderando as rendas. Comparando-se a renda do 3D com a renda total de cada filme, os filmes da saga Star Wars são os que tiveram a maior bilheteria proporcional nessa tecnologia – Star Wars: Episódio VII, cujas primeira semanas foram ainda em 2015, teve 77% de sua renda aferida em 2016 no 3D.
Entre os 20 maiores filmes do ano na tecnologia, o 3D foi responsável por 61% da renda total. É um percentual semelhante ao de 2015 (63%).
Entre os filmes que não foram lançados em 3D, os maiores sucessos do ano passado foram o nacional Os dez mandamentos, Deadpool e o romance Como eu era antes de você, todos na lista dos 20 mais do ano.
No ranking de cidades – veja quadro abaixo –, São Paulo lidera com suas 246 salas na tecnologia e R$ 145 milhões de bilheteria no ano passado. Foi quase o dobro da segunda colocada, o Rio de Janeiro, com suas 172 salas e R$ 74 milhões arrecadados. Niterói foi a cidade com a maior renda proporcional no 3D (44,8% do total). Entre as 20 cidades, o p.m.i médio do 3D no ano passado ficou em R$ 17,84.
Geração beat é tema de mostra no CCBB
O ano começa com a geração beat no Centro Cultural Banco do Brasil. Uma mostra com 34 filmes, entre curtas e longas, destaca a revolução estética e comportamental operada pela geração de poetas americanos entre as décadas de 1940 e 1960. Na programação estão adaptações de alguns dos principais títulos de Allen Ginsberg, William S. Burroughs, Jack Kerouac e Gregory Corso, ícones do movimento, além de documentários sobre a obra e a vida destes autores. A mostra acontece de 6 a 29 de janeiro em São Paulo e de 8 a 26 de fevereiro no Rio.
A mostra conta com a exibição de longas inéditos no Brasil, como Como amor, Carolyn (2011) e American Road (2013), e de versões cinematográficas dos clássicos Almoço nu (Mistérios e paixões, de 1991, assinado por David Cronenberg) e On the road (Na estrada, de 2012, dirigido por Walter Salles). O público ainda poderá reassistir na tela grande o recente Versos de um crime (2013), estrelado por Daniel Radcliffe, que retrata a juventude de Allen Ginsberg. Entre os curtas, o diretor Gus Van Sant participa com uma vasta filmografia pouco conhecida, mas repleta de anti-heróis beat.
A programação traz ainda duas edições de uma aula-magna sobre os principais nomes da Beat Generation, ministrada por Claudio Willer, poeta, ensaísta, crítico e tradutor, responsável pela tradução para o português de livros de Ginsberg e Kerouac. Será no dia 7 de janeiro em São Paulo e 11 de fevereiro no Rio, sempre às 17h. A motra tem coordenação e produção da Saraguina Filmes e da Jurubeba Produções.
Serviço:
CCBB São Paulo: 06/01 a 29/01
Aberto de quarta a segunda-feira das 9h às 21h
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Rua Álvares Penteado, 112 – centro
Telefone: (11) 3113-3651/3652
CCBB Rio de Janeiro: 08/02 a 26/02
Aberto de quarta a segunda-feira das 9h às 21h
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Rua Primeiro de Março, 66 – centro
Telefone: (21) 3808-2020
CCBB exibe o novo cinema indiano
Nem só de Bollywood vive a Índia. Dos dias 6 a 15 de janeiro, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio abre o ano com a mostra “Novo cinema indiano”, reunião de dez longas produzidos nos últimos três anos que fogem ao padrão dos musicais e romances de Bollywood.
Os longas da mostra foram realizados em sete regiões da Índia, e são falados em sete das 18 línguas oficiais do país – desde longas-metragens feitos na remota região de Assam, nordeste do país, onde se fala a língua Bodo, até filmes dos estados de Tamil Nadu e Kerala, na região sul, responsável por 50% da produção de filmes indianos. A curadoria é da brasileira Carina Bini e do indiano Shankar Mohan, ex-diretor do Departamento de Cinema do Governo da Índia e do Festival Internacional de Cinema da Índia, em Goa.
A Índia está entre os cinco maiores polos produtores e consumidores de cinema do mundo. Dados no Ministério da Informação e Difusão local apontam apontam uma produção de quase 2 mil filmes no país em 2016. Anualmente, as bilheterias superam os US$ 2 bilhões, e o circuito exibidor é estimado em 13 mil salas – no Brasil, são pouco mais de 3 mil. Apenas uma fração desses filmes é exibida internacionalmente.
Destaques e premiados
Entre os destaques está Armadilha, adaptação de Chekhov que mostra o protagonista recomeçando sua vida após a morte dos pais, vencedor do Urso de Cristal, dado por crianças e adolescentes, no Festival de Berlim; Ilha de Munroe, que aborda o conflito de gerações na Índia dos dias de hoje; e Cinemawalla, que traz a história de um homem e sua luta pela sobrevivência de um cinema de rua na Índia voltado para a exibição de filmes em película.
A sessão de abertura, no dia 6 às 19h, terá uma apresentação de dança indiana com Ludymilla van Lammeren, historiadora pela UFRJ. Na quinta dia 12 às 16h, será realizado o debate “A Índia e a cultura do cinema”, com Gloria Arieira, fundadora e diretora do centro de estudos Vidya Mandir, e o curador Shankar Mohan.
Consulte a programação em breve no site do CCBB.
Alemão Syberberg ganha mostra na Caixa do Rio
De 13 a 23 de dezembro, a Caixa Cultural Rio de Janeiro apresenta a mostra “Syberberg, um filme da Alemanha”, que reúne a obra, inédita em digital, do cineasta alemão Hans-Jürgen Syberberg, um dos expoentes do Novo Cinema Alemão. Durante a mostra, serão apresentados dez filmes do diretor, com destaque para sua grande obra Hitler, um filme da Alemanha, concluída em 1977, em que examina a ascensão e a queda do Terceiro Reich.
Com mais de sete horas de duração, Hitler, um filme da Alemanha deu fama internacional ao diretor. A produção disseca as raízes e a decadência da cultura europeia e ocidental, tema recorrente em sua filmografia, aborda a dicotomia entre o bem e o mal e os horrores do Holocausto. O filme será exibido em quatro partes.
“Syberberg é a figura mais controversa do Novo Cinema Alemão. Seus filmes lidam diretamente com a consciência do passado nazista e com a decadência da burguesia europeia”, comenta o curador da mostra, Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida.
Na sexta, dia 16, a sessão será seguida de um debate sobre a obra de Syberberg, às 18h. Com mediação do curador, o debate reunirá Lucas Murari, produtor e curador do Risco Cinema, e o crítico Sérgio Alpendre, da Folha de S. Paulo, com entrada franca.
Confira a programação com os horários no site da Caixa Cultural.
Mostra “Syberberg, um filme da Alemanha”
De 13 a 23 de dezembro
Caixa Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô Carioca)
Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia)
AMC passa a liderar exibição na Europa
A AMC Theatres, controlada pela chinesa Wanda Group, virou a maior cadeia de exibição da Europa com conclusão da compra da Odeon & UCI Cinemas, sediada no Reino Unido. Agora, o grupo passa a ser dono de 636 cinemas e 7,6 mil salas em oito países do mundo – em termos globais, o conglomerado asiático já era líder desde 2012. O gigantismo da rede pode ficar ainda maior se o Departamento de Justiça americano der o sinal verde para a aquisição da americana Carmike.
A transação havia sido aprovada pela Comissão Europeia no último dia 16, mas só foi concluída ontem. O fundo de investimento Terra Firma, de Guy Hands, era proprietário da exibidora britânica, que só não opera a cadeia UCI no Brasil (aqui, a rede é controlada pela National Amusements). Do valor desembolsado pela Wanda, um total de US$ 1,2 bilhão, US$ 467,1 milhões foram em dinheiro, US$ 155,7 milhões em ações e US$ 588,2 milhões em dívidas.
A Odeon & UCI é a principal companhia exibidora da Europa, com 244 cinemas e 2,2 mil telas. Vende 90 milhões de ingressos por ano, sendo que mantém a liderança no setor no Reino Unido, Itália e Espanha. Detém a segunda posição na Áustria e Portugal e a quarta na Alemanha.
Os cinemas da rede, ao menos por enquanto, vão manter suas marcas em cada mercado da Europa. Continuam com a identidade da Odeon no Reino Unido e a logo da UCI na Itália, Portugal, Alemanha e Áustria. Na Espanha, os complexos usam a grife Cinesa. Nomes importantes dos quadros da empresa serão mantidos, com exceção do CEO, Paul Donovan, que anunciou sua saída.
Segundo Guy Hands, a compra dará aos cinemas europeus serviços superiores, incluindo poltronas reclináveis, cardápios ampliados de comida e bebida e salas premium, com som imersivo Dolby Atmos e IMAX.
Desde a compra da rede americana AMC, em 2012, a Wanda vem crescendo agressivamente no mercado de cinema mundial. Em 2015, veio a aquisição da exibidora australiana Hoyts e, este ano, foi a vez da produtora Legendary. O grupo chinês também fechou em setembro um acordo para financiar longas da Sony. Este ano, tentou ainda comprar 49% das ações da Paramount, mas a Viacom, proprietária do estúdio, desistiu da transação.
Mostra de São Paulo chega à 40ª edição em 42 salas
A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo abre nesta quinta a sua 40ª edição ocupando um circuito recorde. Serão 42 salas em 35 pontos da capital paulista, incluindo o circuito Spcine e 22 espaços gratuitos – o mais tradicional é o Vão Livre do Masp, que este ano exibe clássicos como O atalante (1934) e Noites de cabíria (1957). O evento vai de 20 de outubro a 2 de novembro.
Mais do que em outros anos, as retrospectivas de diretores consagrados são a tônica desta edição. Marco Bellocchio, expoente do cinema político italiano, assina o pôster e vai a São Paulo apresentar seu último longa, Belos Sonhos. O evento reexibe 12 de seus filmes mais fortes, entre eles Bom dia, noite (2003), Vencer (2009) e o pouco conhecido A hora da religião (2002).
Outros homenageados são o polonês Andrzej Wajda, recém-falecido, com 17 clássicos que incluem O homem de ferro (1981) e Danton – O processo da revolução (1982) – dentro de um Foco ao Cinema Polonês; e o americano William Friedkin, que vai à cidade para uma masterclass, com exibição dos cultuados O Exorcista, Operação França e O comboio do medo. Outro americano, Jim Jarmusch, ganha a reexibição de filmes como Estranho no Paraíso, além do inédito Paterson, que competiu neste ano no Festival de Cannes.
O Papa de Sorrentino
Entre os longas estrangeiros inéditos no país, destaque para o polêmico O Nascimento de uma nação, do americano Nate Parker; Animais noturnos, de Tom Ford; os dois primeiros episódios da série The young Pope, do italiano Paolo Sorrentino, com Jude Law; e Elle, do holandês Paul Verhoeven, com Isabelle Huppert, entre muitos outros. Dez filmes da programação já foram indicados por seus países ao próximo Oscar, entre eles o iraniano O apartamento, de Ashgar Farhadi, e o finlandês O dia mais feliz na vida de Olli Mäki, premiado em Cannes.
Além dos longas brasileiros que já circularam no circuito de festivais, como o documentário Martírio, de Vincent Carelli, elogiado em Brasília, a Mostra faz a première nacional de títulos como A glória e a graça, de Flávio Tambellini, e Canção da volta, de Gustavo Rosa de Moura.
Confira a lista completa dos filmes e os horários da programação no site da Mostra.
RioMarket discute programação fragmentada
Com o aumento do número de longas lançados nos cinemas a cada ano e uma relativa baixa ocupação das salas, a fragmentação da programação – dividindo-se os horários de uma única sala entre dois ou mais títulos – é uma alternativa para o futuro? Sete players do mercado discutiram o tema no RioMarket, no painel Como transformar a fragmentação da programação em oportunidades.
“Temos cinco ou seis filmes para lançar por semana. É difícil achar espaço para todos. O exibidor precisa ter essa abertura de ver que uma animação como Cegonhas não vai dar tanto público às 22h, e outro filme não vai render às 14h”, diz Paulo Pereira, diretor comercial da Cinépolis no Brasil.
Marcos Oliveira, diretor da Universal, apontou os fatores que mantêm a taxa de ocupação dos cinemas no Brasil em torno de 19,6%: uma programação pouco diversificada; menores ciclos de exibição para cada filme; e o não atendimento de públicos diferenciados (com mais sessões voltadas para nichos como mães e terceira idade), o que impossibilita a criação de novos públicos. Para ele, três soluções hoje são viáveis: usar a digitalização para tornar a programação mais diversa, oferecer filmes alternativos fora da hora de pico e graduar mais o preço dos ingressos por faixa de horário.
A percepção do espectador
“É preciso perguntar que esforço se faz para levar as pessoas aos cinemas à tarde, por exemplo. Cresce o público e o número de salas, mas a taxa de ocupação continua a mesma”, diz Laércio Bognar, da distribuidora Vitrine. “A gente explora mal as possibilidades. O grande distribuidor sempre pressiona para entrar em todos os horários da sala. O exibidor precisa conversar mais com ele, mostrando seus números”, afirma o presidente da Feneec (federação das empresas exibidoras), Paulo Celso Lui. Sandro Rodrigues, da distribuidora H2O, falou da necessidade de os exibidores divulgarem seus números de público por sessão, e não apenas por sala, como ocorre hoje.
“Me sensibilizo com o que o Paulo fala sobre a fragmentação, mas tendo a não concordar. A gente faz campanha para atrair multidões para os nossos filmes, e não sabe a que horas o espectador vai ao cinema”, defendeu César Silva, da Paramount. Iafa Britz, produtora de filmes como Linda de morrer e Mundo cão, acredita que o fato de o documentário Cássia, sobre a cantora Cássia Eller, ter se dividido em sessões em diferentes salas diminuiu o seu potencial de público. “Com a fragmentação, em vez de os filmes serem potencializados, eles são canibalizados. O espectador ainda tem um sentimento ruim do filme que só tem uma ou duas sessões por dia. Ele tende a pensar que é meio micado”, opina.
Filme A chegada vai abrir o Festival do Rio
Depois de dias de suspense, o Festival do Rio divulgou nesta quarta o filme de abertura do evento, na próxima quinta, dia 6: a ficção científica A chegada (Sony), com Amy Adams, Forest Whitaker e Jeremy Renner, que competiu pelo Leão de Ouro no último Festival de Veneza.
Pela primeira vez, a cerimônia de abertura será na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, e o público poderá participar da cerimônia – uma cota de 200 ingressos será posta à venda, ao custo de R$ 50 a inteira.
No filme, uma linguista (Adams) é procurada por militares quando alienígenas deixam marcas na Terra para traduzir os sinais e desvendar se eles representam ou não uma ameaça. Mas a resposta para os mistérios pode ameaçar a vida dela e a existência da humanidade.
O filme tem direção do canadense Denis Villeneuve, aclamado por filmes como Os suspeitos (2013), Sicario: Terra de ninguém (2015) e Incêndios (2010), indicado ao Oscar de filme estrangeiro.
A chegada terá sessão única na abertura do festival. Depois, a Sony estreia o filme em circuito comercial no dia 9 de fevereiro de 2017, na temporada do Oscar.
Abertura Festival do Rio com filme A chegada
Quinta, 6 de outubro, às 20h30
Cidade das Artes (av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca)
Ingressos: R$50,00 (inteira) / R$25,00 (meia)
Venda pelo site www.cidadedasartes.org