Marketing nas redes impulsiona abertura de ‘Dragon Ball’ nos EUA
O anime Dragon Ball Super: Super hero (Sony) abriu em primeiro lugar nos EUA, com US$ 20,1 milhões arrecadados neste fim de semana — praticamente o dobro do blockbuster americano A fera (Universal), que, também em sua estreia, fez US$ 11,5 milhões, na vice-liderança.
Segundo o Deadline, o resultado intrigou os distribuidores, já que a animação japonesa, distribuída nos EUA pela Crunchyroll, não investiu muito em trailers e spots de televisão. De acordo com o site, a produção, na TV, teve 97% de divulgação a menos que A fera.
“Seja lá o que a Crunchyroll esteja fazendo, é exatamente isso o que todas as grandes majors querem fazer também”, escreveu a publicação.
A Crunchyroll, vale lembrar, é a mesma distribuidora que lançou o anime Demon Slayer, que arrecadou US$ 453,2 milhões mundialmente em 2021, quando a pandemia ainda afetava fortemente a bilheteria global.
Segundo analistas, o desempenho bem-sucedido de Dragon Ball se deveu às redes sociais. De acordo com a Comscore e a Screen Engine, 39% dos espectadores foram ver o filme por causa de anúncios no YouTube, e 22%, por causa do Instagram.
Por ser um filme de nicho e ter um público-alvo extremamente engajado na internet, Dragon Ball viu sua campanha de marketing dar certo. Outro fator que contribuiu foram as sessões diurnas, nas quais os cinemas americanos vêm apostando e que vêm gerando bons resultados.
O título chegou a ter uma abertura 11% superior à de Jujutsu Kaisen 0, outro anime-fenômeno nos EUA — e também bem-sucedido no Brasil (leia aqui mais detalhes).
Diante do novo lançamento, Trem-bala, também da Sony, foi para a terceira posição (US$ 68,9 acumulados). Em seguida, Top Gun – Maverick (Paramount) merece, mais uma vez, um destaque importante: caiu apenas 17% em sua 13ª semana, e já acumula US$ 683,3 milhões apenas nos EUA.
Expectativa para novo ‘Thor’ no Brasil é uma das maiores do mundo, diz Disney
Para além da tradicional legião de fãs da Marvel, Thor – Amor e trovão (Disney) chega aos cinemas em 7 de julho com o potencial de atrair também o público feminino e os admiradores de comédia em geral — um dos gêneros favoritos do brasileiro.
Quem explica é a diretora de marketing da Disney no Brasil, Roberta Fraissat, que nesta quarta-feira, 29, mostrou a exibidores do país as principais estratégias da campanha da quarta aventura solo do Deus do Trovão, interpretado por Chris Hemsworth.
“Fico cada vez mais convicta de que esse é o melhor título de um filme da Marvel. Há realmente muito amor e muito trovão nele”, diz Roberta, referindo-se às cenas de ação e ao romance entre Thor e Jane Foster (Natalie Portman), que agora também possui superpoderes.
É justamente a personagem de Natalie Portman um dos principais pilares da campanha de marketing. A “poderosa Thor”, lembra Roberta, traz o empoderamento feminino para uma história predominantemente masculina.
O apelo se manifestou de forma especial entre o público brasileiro. Segundo a Disney, o Brasil foi, de longe, um dos países que geraram mais burburinho em torno do longa entre todos os territórios internacionais. Os trailers dublado e legendado, têm, juntos, mais de 7 milhões de visualizações só no YouTube.
“O elemento comédia também se conecta muito com os brasileiros. Depois de um filme sombrio como Doutor Estranho 2, temos agora uma história mais leve e com muito humor, algo que sempre nos atraiu”, destaca Roberta.
Ragnarok, de 2017, registrou a melhor bilheteria da franquia Thor: 6,3 milhões de espectadores no Brasil (veja detalhes na tabela abaixo). Aquele filme descolou dos longas anteriores em abordagem e tom, pintando a jornada do herói com cores mais coloridas e cômicas — em grande parte por causa da escalação de Taika Waititi (vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado por Jojo Rabbit) na direção. O cineasta repete o trabalho em Amor e trovão.
Até o momento, mais de 550 cinemas e 11 shoppings espalhados pelo país já têm material de marketing do filme. Em São Paulo, o trem da Marginal Pinheiros foi envelopado com o cartaz, assim como a Estação da Sé.
“É um filme que conversa com o público adolescente e família”, afirma Roberta.
Os acionistas da Discovery aprovaram nesta sexta-feira, 11, a fusão da empresa com a WarnerMedia — criando de vez a Warner Bros. Discovery, uma companhia de entretenimento global.
A transação vai colocar sob o mesmo guarda-chuva todo o conteúdo de entretenimento, esportes e notícias da Warner junto ao catálogo de documentários e programas da Discovery. O executivo Davis Zaslav é quem vai comandar o conglomerado.
A conclusão da negociação, iniciada em maio de 2021, vai acelerar algumas decisões pendentes. A principal é o lançamento, ainda sem data marcada, de uma nova plataforma de streaming que englobe o portfólio das duas empresas. Aqui no Brasil, a megafusão de US$ 43 bilhões já foi aprovada pelo Cade.
Enquanto a Netflix vê as assinaturas desacelerarem e as ações caírem, a Disney+ se expande pelo mercado europeu e a HBO Max supera as expectativas de Wall Street, num movimento múltiplo que reconfigura a guerra global do streaming.
A empresa do Mickey Mouse anunciou nesta terça-feira, 25, que vai lançar, ainda no primeiro trimestre de 2022, a sua plataforma em mais 42 países da Europa, da África e da Ásia, com foco na primeira.
A nota etapa do avanço global da Disney+ vai aumentar de forma expressiva o seu número de clientes: já são 118 milhões de assinaturas, uma quantidade impressionante para uma plataforma lançada há dois anos nos EUA. Como parte da estratégia para crescer mundialmente, a empresa anunciou a produção de pelo menos 60 obras originais e internacionais para os próximos dois anos.
No Brasil, as primeiras séries nacionais de ficção da Disney+ começam a ser lançadas neste ano. Entre elas estão Mila no multiverso, Tá tudo certo, Tudo igual… SQN e O coro – Sucesso, aqui vou eu. Algumas das produtoras envolvidas nestes projetos são Cinefilm, Formata Produções, Boutique Filmes e Nonstop.
Assinaturas da HBO Max ficam acima do esperado
A HBO Max também fechou 2021 com números a se comemorar. Já são 73,8 milhões de assinantes, dos quais 46,8 milhões são dos EUA, anunciou a AT&T (que detém a WarnerMedia e a HBO) nesta quarta-feira, 26. O resultado total ficou acima dos 70 milhões previstos pela empresa. A plataforma começou a ser lançada fora dos EUA apenas em junho, e já está presente em 46 países.
O crescimento da HBO Max foi impulsionado pelo lançamento híbrido (tanto nos cinemas quanto no streaming) de todo o line-up da Warner em 2021. Duna e Matrix Resurrections foram os últimos títulos lançados neste modelo, mas a expectativa do mercado é que, com uma base sólida de assinaturas, a plataforma ganhe certa autonomia para continuar a sua expansão.
Depois de o site Deadline ter afirmado que Duna (Warner) teria estreia exclusiva nos cinemas, a presidente de Comunicação da WarnerMedia, Johanna Fuentes, esclareceu nas redes sociais, ontem, que o longa de Denis Villeneuve vai seguir o modelo híbrido proposto pelo estúdio e será lançado simultaneamente nos complexos e na HBO Max.
A confusão em torno da informação é um exemplo de como o anúncio da fusão entre WarnerMedia e Discovery criou uma série de rumores e perguntas no setor, algumas ainda sem respostas. O que mais se noticiou, até agora, é que o acordo vai gerar um “gigante do streaming” capaz de competir à altura da Netflix.
Quando?
Mas a fusão não se dá de forma imediata. Ainda precisa da aprovação dos acionistas da Discovery e da validação de órgãos regulatórios, o que deve ocorrer só em meados de 2022. Aqui no Brasil, é o Cade quem dá aval à junção entre empresas, como ocorreu com Disney e Fox em 2019.
Como ficam as plataformas existentes?
Sob comando de David Zaslav, atual presidente da Discovery, a nova empresa formada pela fusão ainda não tem nome, que será revelado “nos próximos dias ou na próxima semana”, de acordo com o executivo.
Ainda não está claro se a junção vai gerar uma nova plataforma de streaming ou se a HBO Max vai absorver o catálogo da Discovery, cujo serviço de SVoD se chama Discovery+ nos EUA. O que se sabe é que o produto terá à disposição o catálogo da WarnerMedia, dona da HBO e dos estúdios Warner, e dos mais de 20 canais da Discovery, além de conteúdos originais.
Qual o tamanho do novo “gigante do streaming”?
A AT&T, que detém a WarnerMedia, descreveu a fusão como “um dos maiores players globais do streaming”.
Hoje, a HBO Max possui 44,2 milhões de assinantes. Já o Discovery+, lançado em janeiro deste ano nos EUA, tem 15 milhões. Para fins de comparação, a líder Netflix conta com 207,6 milhões.
O trunfo dos programas de não ficção
A imprensa internacional, contudo, vê um trunfo no novo produto: os realities e os programas de não ficção dos canais da Discovery, um gênero muito popular, mas que não ganhou tanta atenção na guerra do streaming.
Para se ter uma ideia do investimento neste nicho, David Zaslav anunciou, ontem, o lançamento do reality Who wants to be an astronaut, que em 2022 vai levar pessoas comuns ao espaço, onde vão permanecer por oito dias.
Investimento massivo em conteúdo original
O executivo ainda disse que, juntas, WarnerMedia e Discovery podem investir US$ 20 bilhões em conteúdo anualmente — uma cifra maior que da Netflix, que vai desembolsar US$ 17 bilhões este ano, e da Disney (US$ 15 bilhões).
Em junho, nos dias 7 e 8, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo receberá o cineasta Kevin Macdonald (do premiado O último rei da Escócia) para uma masterclass de dois dias, sobre as diferenças entre direção de documentário e ficção. As inscrições, que são gratuitas, estão abertas até o dia 16 de maio e devem ser realizadas pelo email inscricoes@bigbonsai.com.br.
Para se inscrever é preciso anexar ao email uma carta de motivação de até uma lauda e currículo vitae. As aulas serão ministradas em inglês. A lista com os selecionados será divulgada em 1° de junho, no site da Cultura Inglesa.
A iniciativa faz parte da mostra de cinema “Kevin Macdonald – Um olhar plural”, que será de 6 a 10 de junho e integra a programação do 21° Cultura Inglesa Festival. Ao longo do evento, também serão exibidos sucessos de bilheteria do diretor escocês, entre eles O último rei da Escócia (2006), vencedor do Oscar de melhor ator; Munique, 1972 – Um dia em setembro (1999), filme sobre um dos maiores atentados da história do esporte que levou o Oscar de melhor documentário em 2000; e os inéditos Marley (2012) e Being Mick (2001), o primeiro uma biografia do lendário cantor jamaicano Bob Marley, e o outro sobre a vida do astro do rock Mick Jagger.
Após anos de debate sobre a viabilidade de um filme da Marvel protagonizado por uma figura feminina – nem mesmo o sucesso de Vingadores garantiu um filme solo para a Viúva Negra de Scarlett Johansson -, finalmente o estúdio decidiu apostar na história da Capitã Marvel. E a atriz escolhida para o papel foi Brie Larson, que venceu o Oscar de melhor atriz deste ano pelo drama O quarto de Jack (2016). O anúncio foi feito durante a Comic-Con de San Diego.
No filme, previsto para 2019, Larson interpreta a personagem-título, um alter ego de Carol Danvers, uma piloto das forças aéreas dos Estados Unidos que sofreu mutações após entrar em contato com radiação alienígena. Depois deste acidente, Danvers desenvolve superpoderes, como superforça, agilidade, resistência e a capacidade de voar.
Em seu Instagram pessoal, a atriz também divulgou uma foto usando o boné com o novo logo da Marvel e com uma legenda que diz: “Me chamem de Capitã Marvel”.
No Brasil, o filme estreia em 28 de fevereiro de 2019.