‘Nosso Lar 2’, ‘Príncipe Lu’ e ‘Todos menos você’: confira o que chega aos cinemas nesta semana

Desde 1º de janeiro de 2024, os filmes brasileiros em cartaz já venderam mais de 2 milhões de ingressos — 60% de todo o público registrado em 2023 —, e, nesta quinta-feira, 25, dois reforços chegam para impulsionar esses números. Nosso Lar 2 – Os mensageiros abre em 716 cinemas e 928 salas, tornando-se o circuito de abertura mais amplo de um título nacional distribuído pela Disney. O número de complexos ocupados é também o maior entre os nacionais desde o início da pandemia.

Nesta sequência, o médico André Luiz se une a um grupo de espíritos mensageiros para salvar vidas que estão em crise. O longa tem como alvo o público espírita, que, em 2010, levou o primeiro filme a atingir um acumulado de 4 milhões de ingressos vendidos.

Príncipe Lu e a lenda do dragão (H2O) também estreia nesta quinta. No road show, a distribuidora informou que o longa deve ocupar cerca de 600 salas, mas o circuito oficial ainda não foi divulgado. O longa infantil acompanha um príncipe que precisa amadurecer e assumir as responsabilidades do trono. Além de Luccas Neto no papel principal, o filme traz ainda participação de Renato Aragão. A dupla pode funcionar como um atrativo que contempla todas as faixas etárias de uma família.

Em suas sessões antecipadas, Príncipe Lu já atraiu quase 20 mil espectadores. Além do elenco, outros pontos positivos que podem contar a favor de um bom resultado de bilheteria são:

Comédia romântica chega a 500 salas

Após faturar mais de US$ 100 milhões no mundo, tornando-se uma das comédias românticas para o público adulto com melhor desempenho nos últimos anos, Todos menos você (Sony) abre em 428 complexos e 500 salas do circuito brasileiro. No filme, após sentir que a atração entre eles esfriou, uma dupla decide fingir que é um casal apaixonado ao ser convidada para um casamento.

Internacionalmente, o longa ganhou impulso com um engajamento orgânico dos espectadores no TikTok, o que também pode acontecer no Brasil, impactando as bilheterias.

Indicados ao Oscar também estreiam

Duas novidades da semana podem se beneficiar das indicações ao Oscar reveladas na terça-feira, 23. A primeira delas é Anatomia de uma queda (Diamond), que chega a 132 cinemas e 150 salas. O longa retrata as reviravoltas que a vida de uma mulher sofre com a morte de seu marido e as investigações sobre o ocorrido. 

A trama não foi escolhida pela França para representar o país no Oscar, mas conquistou nada menos que cinco indicações, incluindo de melhor filme e melhor direção (Justine Triet).

Vidas passadas (California), que recebeu indicações nas categorias de melhor filme e roteiro original, toma conta de 75 cinemas e salas nesta quinta, com a história de dois amigos de infância que se reencontram após 20 anos, trazendo à tona reflexões sobre destino, amor e escolhas.

Além da recepção positiva pela crítica, o filme pode se beneficiar do crescimento no interesse do público por produções com protagonismo asiático — algo já visto em fenômenos como Parasita, Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo e o sucesso de séries nas plataformas de streaming. Para se ter ideia, em 2023, foram cerca de 40 títulos lançados nos cinemas brasileiros, que, juntos, se converteram na venda de 1,1 milhão de ingressos.

Novo longa de ação nas telonas

O espanhol O refém – Atentado em Madri (Playarte) chega a 84 cinemas e salas amanhã. O filme de ação acompanha a saga de um homem que, após ser tomado como refém por um terrorista, é abandonado em uma das principais ruas de Madri vestido com um colete cheio de explosivos.

A lista de estreias inclui também:

Filmes brasileiros são vistos por 260 mil pessoas no fim de semana

Turma da Mônica Jovem – Reflexos do medo (Imagem) está prestes a cruzar a marca de 100 mil espectadores. De acordo com dados consolidados do Filme B Box Office Brasil, em seu fim de semana de abertura, o longa brasileiro atraiu 73,2 mil pessoas (R$ 1,4 milhão), e, com o resultado de segunda-feira, já totaliza 90,2 mil ingressos vendidos — o terceiro maior público entre os títulos brasileiros exibidos em 2024, atrás de Minha irmã e eu (Dt/Paris) e Mamonas Assassinas (Imagem).

Considerando os demais lançamentos da marca Turma da MônicaLaços (303 mil) e Lições (115,4 mil) —, e o alcance de Reflexos do medo, a abertura foi modesta, garantindo a sétima posição do ranking. Mas é preciso lembrar que o longa contou com forte concorrência. Wish e Patos! estão com ótimas sustentações e atraem o público infantil, enquanto Mergulho noturno e Meninas malvadas conquistam os jovens.

Apesar desses fatores, Turma da Mônica Jovem – Reflexos do medo pode ainda se beneficiar de um boca a boca positivo. Até o momento, o filme teve seus melhores resultados concentrados no eixo RJ-SP, com destaque para o UCI New York.

Minha irmã e eu tem melhor sustentação do top 20

A força do cinema brasileiro segue evidente nas bilheterias. Além de Mamonas Assassinas ter superado a marca de 800 mil ingressos vendidos, Minha irmã e eu teve a melhor sustentação do top 20 neste fim de semana, caindo apenas 19% em termos de público (185,6 mil). Com R$ 4 milhões captados entre quinta e domingo, o longa com Tatá Werneck e Ingrid Guimarães ainda subiu para a vice-liderança do ranking, superando o desempenho de Wish – O poder dos desejos (Disney). A comédia brasileira agora totaliza 1,5 milhão de público acumulado.

Somados, os três brasileiros foram vistos por 260 mil pessoas no fim de semana.

Apesar de cair para a terceira posição, a animação da Disney não perdeu tanta força, retraindo 28% tanto em renda (R$ 3,9 milhões) quanto em público (182,9 mil). Patos! (Universal) manteve sustentação semelhante, e viu sua renda (R$ 2,3 milhões) e seu público (112,6 mil) diminuírem em 29%. Nos próximos dias, o longa da Universal/Illumination cruzará a marca de 1 milhão de espectadores.

Mergulho noturno estreia no top 5

Quem fecha o top 5 é o estreante Mergulho noturno (Universal). O primeiro lançamento de terror de 2024 nos cinemas gerou R$ 1,8 milhão com a venda de 87,6 mil ingressos. O longa se destacou em áreas populares do país, com especial aderência no estado de São Paulo.

Além dele, outras quatro novidades conquistaram posições no top 20 do fim de semana: Segredos de um escândalo (Diamond), Sobreviventes – Depois do terremoto (Paris), a exibição em Imax de Queen Rock Montreal (Cinemark), e as sessões antecipadas de Príncipe Lu e a lenda do dragão (H2O), que estreia oficialmente nesta quinta-feira, 25.

No total, os cinemas brasileiros registraram ótimas sustentações, com a renda (R$ 25,2 milhões) e o público (1,1 milhão) retraindo apenas 16,8%. Até o momento, este foi o fim de semana de resultados mais fracos, o que reflete principalmente a falta de lançamentos de blockbusters.

‘Aquaman 2’ lidera pela quinta vez, e ‘Minha irmã e eu’ tem ótima sustentação

Aquaman 2 – O reino perdido (Warner) liderou no Brasil pelo quinto fim de semana consecutivo, após ser visto por mais 206 mil pessoas e arrecadar R$ 4,5 milhões de quinta a domingo, segundo dados estimados do Filme B Box Office Brasil.

O super-herói é, definitivamente, um sucesso no país. Impressiona a sua boa sustentação após todo esse tempo: a queda foi de apenas 31% em relação ao fim de semana anterior. No acumulado, já são 3,4 milhões de ingressos vendidos.

Minha irmã e eu (Dt/Paris) também brilhou. A comédia nacional subiu para a vice-liderança após vender 186 mil ingressos e arrecadar R$ 4 milhões, numa queda de apenas 18% — a menor do top 10 do fim de semana.

Além disso, registrou novamente a maior média de público por sessão: 39 pessoas em cada exibição. O longa acumula 1,5 milhão de ingressos vendidos.


 

Vale destacar o também nacional Mamonas Assassinas (Imagem), que, apesar da retração expressiva (-53%), conseguiu bater a marca dos 800 mil bilhetes vendidos.

Uma terceira produção brasileira aparece no ranking do fim de semana: Turma da Mônica Jovem – Reflexos do medo (Imagem), com 74 mil ingressos e R$ 1,4 milhão arrecadados. Ficou abaixo da abertura dos longas anteriores, Laços (303 mil) e Lições (115,1 mil), o que já era esperado por se tratar de uma outra marca de Mauricio de Sousa. Reflexos do medo ainda pode aproveitar o resto das férias escolares para mostrar seu potencial total.

A estreia mais procurada pelos brasileiros foi o terror Mergulho noturno (Universal), que abriu na quinta posição. Já Segredos de um escândalo (Diamond), um dos grandes destaques da temporada de premiações, emplacou o nono lugar. É possível que o filme ganhe burburinho por causa do anúncio, nesta terça-feira, 23, das indicações ao Oscar.

No total, os cinemas brasileiros venderam 1,1 milhão de ingressos (R$ 25 milhões) de quinta a domingo, uma queda de 15% em relação ao fim de semana anterior.

Netflix faz parceria com plataformas de TV por assinatura para facilitar acesso e crescer mais

Depois de impactar o consumo, a produção e a distribuição de cinema no Brasil e em vários países, a hegemônica operadora de streaming Netflix agora precisa avançar lançando mão de várias estratégias simultâneas. De preferência sem investimentos pesados, já que possui uma marca vencedora, mesmo sem apresentar números auditáveis de audiência ou assinaturas, num mundo de sobe e desce que só os potentes algoritmos de Walt Street conseguem acompanhar. Marca é isso, não é?

O Brasil é um mercado onde a Netflix ainda pode crescer muito, pois além de ser líder de audiência por aqui, ao que consta, ainda não chegou no popular. A norma de passar a traduzir os títulos para o português nas obras em exibição deixa mais claro este objetivo. Aqui as pessoas estão acostumadas a consumir conteúdo gratauito, principalmente na TV, onde a rede Globo reina absoluta. Há dois anos a Disney+ tentou uma estratégia de parceria com a TV aberta, no caso a Globo, através da Globoplay. Parece que não deu muito certo. Até a própria Globo, que, desde a criação da Globoplay, vem tentando transformar seu público de TV aberta em assinantes, vem tendo bastante dificuldade. Muitas plataformas jogaram a toalha e vão diminuir custos, juntar conteúdos mais populares, como é o caso da ESPN, já que o esporte tem forte audiência e sempre foi o propulsor da própria TV por assinatura. Por essas e outras, esta nova estratégia de associação entre ClaroTV e Netflix pode ser um passo importante, pois facilitará o acesso à plataforma pelos assinantes da operadora.

Enquanto o Brasil está parado aguardando a regulamentação do streaming, diversas entidades de cinema no mundo, incluindo o nosso Sindicato da Indústria Audiovisual (SICAV) estão estimulando seus governos a decretarem regulações “robustas sobre os streamers”, segundo o Deadline. Vinte associações de produtores, representando milhares deles, emitiram uma declaração exigindo que os legisladores protejam as empresas e o conteúdo local. Lembram-se de quando se falou, lá atrás, que era preciso deixar as plataformas chegarem para depois regulamentá-las? Pois é, essa foi uma estratégia que deixou o streaming chegar, se instalar, crescer, se multiplicar, e nenhuma regulação foi feita. Agora, vai ser difícil conseguir segurar o crescimento desordenado que não agrada a produção independente, faz competição desigual com os exibidores, não divulga dados e muito menos concorda em respeitar os direitos autorais.

Como regular uma atividade já plenamente estabelecida, com forte penetração praticando um preço muito barato? Trata-se de uma prática bastante conhecida em um mercado sem leis de proteção, o que possibilita à Netflix uma posição de competição invejável, não só em relação a outras plataformas, mas ao próprio audiovisual como um todo. Além disso, a Netflix vem fazendo um trabalho de infraestrutura aliado a um marketing eficiente a médio e longo prazo, que é o de trazer para sua marca um atalho nos próprios controles das novas televisões Smart. Ou seja, como disse Cory Doctorow, em seu ensaio sobre as Big Techs: “no início elas são boas para os usuários; depois abusam para melhorar as contas para seus clientes comerciais; e por fim abusam de seus clientes comerciais para melhorar o valor para si mesma. Então elas morrem”. Será? Se ele estiver certo, a Netflix aqui só está engatinhando.

Mesmo sem grande liderança, o audiovisual brasileiro possui mecanismos que podem frear e organizar esta atividade tão importante do qual participam muitos profissionais. Tanto o Comitê Gestor quanto o Conselho Superior de Cinema possuem este objetivo. Só falta nomear as pessoas e botar a máquina para funcionar. Simples assim. O que está faltando para isto acontecer?

‘Todos menos você’ supera US$ 100 milhões globais

A comédia romântica Todos menos você (Sony) alcançou US$ 100 milhões captados em 42 territórios. Segundo o Deadline, este é o melhor resultado de uma comédia romântica de alta classificação indicativa desde O bebê de Bridget Jones (US$ 211,9 milhões), de 2016. A marca foi alcançada após o filme ter arrecadado US$ 16 milhões neste fim de semana, garantindo a quarta colocação do ranking global. O valor pode parecer baixo, mas representa um crescimento de 33,3% que chama atenção, considerando que o filme está em sua quinta semana de exibição. 

De acordo com o Hollywood Reporter, esse comportamento contou com uma forte contribuição do TikTok, onde vídeos sobre o filme se tornaram virais — para se ter ideia, os conteúdos com a hashtag Anyone but you (título em inglês) somam 1,4 bilhão de visualizações. A rede social é importante para garantir o interesse de faixas etárias mais baixas, e a repercussão por lá parece eficaz para o longa, refletindo em crescimentos e ótimas sustentações nas bilheterias. 

Os vídeos compartilhados no TikTok se concentram principalmente em uma cena musical dos créditos do filme, que está sendo reproduzida pelos espectadores e criando um marketing orgânico na rede social.

Todos menos você estreia nesta quinta-feira, 25, nos cinemas brasileiros, e pode sentir o impacto desse boca a boca positivo que vem acontecendo internacionalmente.

Beekeeper mantém liderança no mundo

Quem também passou por crescimento nas bilheterias mundiais foi Beekeeper – Rede de vingança (Miramax), que vendeu US$ 22,7 milhões em ingressos, ganhando um impulso de +11,2%, com a estreia em novos territórios. O longa de ação manteve a liderança global pelo segundo fim de semana consecutivo, e agora totaliza US$ 75,3 milhões captados.

Meninas malvadas (Paramount) também manteve a vice-liderança global e a posição mais alta nas bilheterias norte-americanas, com US$ 19,2 milhões. Neste fim de semana, o musical também contou com o melhor desempenho nos cinemas britânicos, onde abriu com US$ 4,1 milhões. O desempenho geral do filme representa uma retração de 44,3%, que reflete não só o efeito da corrida de fãs, como também o lançamento gradativo: até o momento, apenas 18 territórios exibem o título nas telonas, totalizando US$ 66,3 milhões globais.

Em seu sétimo fim de semana de exibição, Wonka (Warner) mostra ótima sustentação. O filme arrecadou US$ 17 milhões, o que representa uma retração de apenas 28,2%. Com isso, o musical alcançou um acumulado global equivalente a US$ 531,8 milhões.

O chinês Johnny keep walking também segue forte: com US$ 15 milhões arrecadados, o filme caiu somente 23%, e agora totaliza US$ 133,3 milhões.

Aquaman 2 é o maior filme do DCEU dos últimos anos

Aquaman 2 – O reino perdido (Warner) vem mostrando que super-heróis ainda têm poder de atrair espectadores para os cinemas. Neste fim de semana, a sequência alcançou US$ 396,2 milhões acumulados pelo mundo, superando os US$ 393,4 milhões de Adão Negro e se tornando o maior lançamento do DCEU (Universo Estendido DC) desde o Aquaman (US$ 1,1 bilhão), de 2018.

‘Wish’ é primeiro lançamento de 2024 a superar 1 milhão de público

A cine-semana de 11 a 17 de janeiro passou por uma retração de 18,6% em renda (R$ 18,6 milhões) e 18,8% em público (2,2 milhões). Mas o mercado segue aquecido e com boa sustentação. Pela primeira vez desde setembro de 2023, sete títulos registraram mais de 100 mil ingressos vendidos em uma semana — com dois filmes nacionais dentro desse grupo. A queda, portanto, reflete mais a falta de um novo blockbuster no circuito.

Os quatro títulos com melhores resultados mantiveram as mesmas posições da semana passada. Aquaman 2 – O reino perdido (Warner) emplacou a quarta semana seguida na liderança do ranking, ao arrecadar R$ 9,5 milhões (-37,7%) com a venda de 480,9 mil ingressos (36,3%), alcançando um público acumulado de 3,1 milhões — mostrando que nem todos os super-heróis estão desgastados.

Wish é primeiro lançamento de 2024 com 1 milhão de ingressos vendidos

As principais animações em cartaz chamaram atenção pelas marcas alcançadas ao longo da semana. O grande destaque ficou com Wish – O poder dos desejos (Disney), que se tornou o primeiro lançamento de 2024 a alcançar 1 milhão de ingressos vendidos, após atrair 438,6 mil pessoas (-29,2%) em sua segunda semana de exibição. Já o quarto colocado Patos! (Universal) superou 800 mil espectadores, com a venda de 276,6 mil ingressos (-33%) entre 11 e 17 de janeiro.

Na terceira colocação, Minha irmã e eu (Dt/Paris) teve a melhor sustentação do top 5, caindo apenas 18,4% em renda (R$ 7,7 milhões) e 17,8% em público (399,9 mil). A comédia brasileira já conta com 1,3 milhão de espectadores.

Novo Meninas malvadas supera o público do original

A versão musical de Meninas malvadas (Paramount) superou ontem o público do longa original (217,2 mil), de 2004. Com as sessões de pré-estreia, o novo filme totaliza 223,6 mil ingressos, impulsionados pelos 212,1 mil vendidos entre 11 e 17 de janeiro. O resultado foi beneficiado pela corrida de fãs nos primeiros dias de exibição, e a repercussão entre esse público deve refletir no desempenho do filme no próximo fim de semana.

Beekeeper – Rede de vingança (Diamond) encerrou sua primeira semana de exibição com 164,6 mil de público acumulado.

Quem fecha o grupo de sete títulos acima dos 100 mil ingressos vendidos nesta cine-semana é Mamonas Assassinas – O filme (Imagem), que atraiu 148,7 mil pessoas (-49,5%) para suas sessões, rendendo R$ 2,7 milhões (49,9%). A cinebiografia deve alcançar os 800 mil de público ao longo do fim de semana.

A cine-semana que se inicia hoje conta com o lançamento de Turma da Mônica Jovem (Imagem) e Mergulho noturno (Universal), que devem ajudar as bilheterias em nova sustentação.

‘Turma da Mônica Jovem – Reflexos do medo’ chega a mais de 800 salas

O audiovisual brasileiro, que já levou mais de 1,5 milhão de pessoas aos cinemas nesses primeiros dias de 2024, ganha novo destaque nesta quinta-feira, 18, quando Turma da Mônica Jovem – Reflexos do medo (Imagem) toma conta de 655 cinemas e 833 salas — o circuito mais amplo entre as novidades da cine-semana.

Este é o primeiro longa que explora uma outra propriedade da marca Turma da Mônica, na qual os personagens são adolescentes, e as histórias visam atrair justamente esse público. Segundo Marcos Saraiva, que comanda os projetos audiovisuais da Maurício de Sousa Produções (MSP), o filme é o primeiro de uma quadrilogia. Nele, Mônica, Cebola, Magali, Cascão e Milena estão começando o Ensino Médio, quando decidem planejar uma missão para salvar o Museu do Limoeiro de ser leiloado, e descobrem segredos assustadores do bairro.

Para conquistar o público jovem, o longa traz um clima de mistério e terror, que é popular entre os jovens. Além disso, Turma da Mônica Jovem também conta com fãs da marca. Vale lembrar que os longas da franquia somam 2,9 milhões de ingressos vendidos.

Mergulho noturno é primeiro terror de 2024

Após vender mais de 16 milhões de ingressos em 2023, o terror retorna às telonas em 2024 com Mergulho noturno (Universal). O filme ainda não teve circuito divulgado, mas, por ser o primeiro longa de terror do ano, um gênero tão popular entre os brasileiros, espera-se um amplo alcance.

O longa acompanha uma família que acaba de se mudar para uma nova casa, com uma piscina que pode ajudar o pai em sua fisioterapia e servir como diversão para os filhos. Mas o local guarda uma força malévola. Internacionalmente, a trama garantiu US$ 30,5 milhões desde o primeiro fim de semana de janeiro, quando iniciou a primeira fase do lançamento mundial.

Títulos em alta no Rotten Tomatoes chegam ao Brasil

Após estrear em Cannes, Segredos de um escândalo (Diamond) vem conquistando diversos prêmios da crítica — especialmente de atuação para Charles Melton. O novo longa de Todd Haynes (Carol), com Natalie Portman e Julianne Moore, tem exibição garantida em 207 cinemas e 260 salas no Brasil, um bom circuito para um filme de temporada de premiações.

No longa, quando uma atriz recebe um papel baseado em uma mulher que aos 36 anos se casou com o garoto de 13, ela consegue acesso à vida do casal para pesquisa. A trama conta com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Sobreviventes – Depois do terremoto (Paris) foi aprovado por 100% da crítica especializada no RT. A produção sul-coreana leva para 181 cinemas e 231 salas as consequências sociais de um grande desastre natural. Após um terremoto de grande escala, apenas um prédio segue de pé em Seul, e os moradores do local decidem decretar uma medida controversa, quando pessoas de fora começam a ocupar os apartamentos, em busca de proteção do frio extremo. 

A lista de estreias da semana incluem ainda a animação Meu amigo robô (Imovision), em 13 salas, Mal viver (Zeta), em 11 salas, e O Natal de Bruno Aleixo (Risi Film), que chega a cinco complexos

Fãs fazem ‘Meninas malvadas’ ter o melhor desempenho entre as novidades

Com os principais lançamentos do fim de semana visando públicos de nicho, o ranking de 11 a 14 de janeiro foi liderado por títulos que já estavam em cartaz há algumas semanas, como Aquaman 2 – O reino perdido (Warner), que garantiu a posição mais alta pela quarta semana consecutiva. Segundo dados consolidados do Filme B Box Office Brasil, o super-herói ultrapassou a marca de 3 milhões de público ao vender 296,3 mil ingressos (-38%), e agora segue sua carreira em busca de superar Adão Negro (4,3 milhões) como a maior produção Warner/DC lançada após a pandemia.

Uma característica positiva de desempenho dividida por todos os títulos do top 5 é a boa sustentação. Todos os longas tiveram retrações abaixo dos 40%. Com isso, o vice-líder Wish – O poder dos desejos (Disney) já acumula 929,4 mil de público acumulado, e deve cruzar hoje a marca de 1 milhão de espectadores. Já o quarto colocado, Patos! (Universal), deve alcançar os 800 mil ingressos vendidos nesta terça-feira.

Cinema brasileiro leva 1,5 milhão de pessoas aos cinemas

Minha irmã e eu (Dt/Paris) segue sendo um dos principais destaques das bilheterias brasileiras. Na terceira colocação, a comédia com Tatá Werneck e Ingrid Guimarães já soma 1,2 milhão de espectadores, e, neste fim de semana, registrou queda de apenas 21% tanto em renda (R$ 4,9 milhões) quanto em público (228,9 mil), além de ter conquistado a melhor média de público por sessão (43) do período.

Após Mamonas Assassinas – O filme (Imagem) superar 700 mil ingressos vendidos neste fim de semana, o cinema brasileiro já levou mais de 1,5 milhão de espectadores aos cinemas em 2024, correspondendo a 27,6% de todo o público registrado até o momento.

Meninas malvadas supera 150 mil de público

As principais novidades revezaram a quinta posição ao longo do fim de semana, mas Meninas malvadas (Paramount) levou a melhor graças ao maior movimento que provocou nos cinemas durante quinta e sexta-feira. O comportamento, característico da corrida de fãs, impulsionou o filme a fechar o período com R$ 2,6 milhões e 124,3 mil ingressos em sua abertura. Com as sessões de ontem e as de pré-estreia, o musical já totaliza um público acumulado de 161,1 mil.

A nova versão da comédia teve aderência mista, contemplando áreas populares e nobres do Brasil, com destaque para os cinemas da rede Cinemark, liderados pelo Cinemark Eldorado, em termos de renda, e o GSR Kinoplex Tijuca, em público.

Por visar um público específico — feminino e LGBTQIAP+ —, Meninas malvadas pode experimentar uma retração após a corrida de fãs. O longa foi um dos poucos que ontem registraram resultados abaixo dos desempenhos diários do fim de semana.

Beekeeper – Rede de vingança (Diamond) venceu Meninas malvadas no sábado e no domingo, mas fechou o fim de semana na sexta colocação, com R$ 2,5 milhões arrecadados após a venda de 105,4 mil ingressos. Os melhores resultados do longa com Jason Statham se concentraram nas áreas populares do país.

O décimo colocado, Os rejeitados (Universal), e o 20º, Chama a Bebel (Dt/Paris), são as outras novidades que entraram para o top 20 deste fim de semana.

Fim de semana passa por boa sustentação

Vale chamar atenção também para alguns títulos que estão movimentando o circuito de arte, em especial Priscilla (O2 Play/Mubi), que superou 50 mil ingressos vendidos, Monster (Imovision) e A menina silenciosa (Imovision). Os três filmes vêm apresentando ótimas sustentações, mesmo com baixo alcance no parque exibidor, no caso dos dois últimos. 

O fim de semana de 11 a 14 de janeiro sofreu uma leve queda de 19,4% em renda (R$ 30,1 milhões) e 20% em público (1,3 milhão). O resultado é positivo, considerando que o período não contou com a chegada de novos blockbusters.

 

A distribuição no Brasil em 2023: Universal lidera no geral e Downtown/Paris continua a primeira para a produção brasileira

A participação de mercado das principais distribuidoras sofreu alterações em 2023, quando comparada à verificada no ano anterior. A Disney, líder em quatro dos últimos cinco anos, perdeu a posição para a Universal e caiu para a terceira posição. A Warner ficou com a vice-liderança, como se pode ver no gráfico abaixo, com os 10 principais selos da distribuição e seus respectivos percentuais:

 

O estúdio Universal volta à primeira posição oito anos depois, quando também era distribuído por outra empresa. Em 2015 foi a Sony e hoje é a Warner, cuja organização conseguiu um market share de 48,2%, quando agregado o percentual dos seus filmes. As três maiores foram responsáveis por quase 70% do público, marca somente inferior aos 73,8% que Sony (33,7%), Disney (22,7%) e Warner 17,4%), em conjunto, alcançaram em 2021, ano muito afetado pela pandemia da Covid-19.

No campo das empresas brasileiras, o realce vai para a Paris que superou a Sony e a Paramount. Foram 31 lançamentos, todos de filmes estrangeiros, pois os nacionais são comercializados através da parceria com a Downtown. Considerando somente as independentes, chama a atenção a presença da Trafalgar, especializada em produtos musicais, entre as 10 maiores do mercado e a quinta entre as brasileiras.

Como se sabe, 2023 foi um ano fraco para os filmes nacionais, o que inibiu destaques na comercialização da nossa produção. A parceria Downtown/Paris continuou a ocupar a primeira posição do ranking, mas sem a predominância dos anos anteriores. Não lançou nenhuma das duas maiores bilheterias, Nosso Sonho (Manequim), com 521,5 mil ingressos, e Os aventureiros (Warner), com 430 mil, mas as pré-estreias e os primeiros três dias de exibição de Minha irmã e eu (278,6 mil espectadores) foram suficientes para colocar o filme do terceiro lugar. No total, o selo obteve uma participação de 21,9% nos ingressos vendidos para os filmes brasileiros, importante mas bem inferior aos quase 61% de 2022.

A principal novidade nesse terreno é a volta das distribuidoras americanas ao grupo das principais distribuidoras da produção nacional. Warner foi a segunda colocada (15%), Disney a quinta (10,2%) e Sony a sexta (5,4%). Entre as brasileiras, Imagem e Manequim ocuparam as terceira e quarta posições, praticamente empatadas com 14,9% e 14,8%, respectivamente. O ranking das 10 maiores, em participação de mercado, está no gráfico abaixo.

‘Aquaman 2’ chega a 3 milhões, e ‘Minha irmã e eu’ tem maior média por sessão

Aquaman 2 (Warner) e Minha irmã e eu (Dt/Paris) continuam com força no mercado. Pelo quarto fim de semana, o super-herói liderou as bilheterias brasileiras, com 57 mil ingressos vendidos — já acumulando 3 milhões — e R$ 1,1 milhão arrecadados, segundo dados estimados do Filme B Box Office Brasil.

Enquanto isso, a comédia nacional, que já foi vista por quase 1,2 milhão de pessoas, chamou atenção por ter tido uma das menores quedas do fim de semana: apenas 22%. Também teve a maior média de público por sessão: 43 pessoas em cada exibição. A ótima sustentação indica que o filme tem uma boa carreira pela frente.

As duas principais estreias, Meninas malvadas (Paramount) e Beekeeper – Rede de vingança (Diamond), emplacaram a quinta e sexta posições, respectivamente. Já Os rejeitados (Universal) abriu em nono lugar.

Em geral, o que se vê é um mercado aquecido, com as bilheterias distribuídas em diversos títulos em cartaz. Mamonas Assassinas (Imagem), apesar de ter tido a maior queda do top 10 (-50%), atingiu a marca de 700 mil ingressos vendidos.

No total, os cinemas brasileiros venderam 1,3 milhão de ingressos de quinta a domingo (R$ 30 milhões em renda), uma queda de 25% em relação ao fim de semana anterior.